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Produto de Beleza Natural: Desodorizante de Coco

Há muito tempo que torcia o nariz ao desodorizante... Há uns anos atrás ouvi dizer que se devem evitar os desodorizantes anti-transpirantes por estarem associados a cancro de mama devido à acumulação de alumínio nesses tecidos. Nunca cheguei a perceber se existia fundamento nisso porque tanto leio que sim, como que não... De qualquer forma, a partir daí, passei a evitar os desodorizantes anti-transpirantes. O problema foi encontrar um desodorizante que gostasse. Estraguei algumas roupas porque ficavam com manchas, houve desodorizantes que parecia deixar-me a cheirar pior do que quando não utilizo nenhum, outros causaram-me alergias, enfim, nunca foi um assunto fácil!

Nos dias frios, deixei de utilizar desodorizante e não sentia qualquer odor mas, no Verão, não quero intoxicar ninguém! Procurei por receitas de desodorizantes feitos à base de produtos naturais e encontrei este, no blogue da Lindsay, que se pode fazer em casa, com poucos ingredientes e em pouco tempo!

Hoje experimentei, finalmente, a receita e, até agora, não me cheira nada mal. Pelo contrário, adoro o aroma de coco que este desodorizante tem!

Desodorizante de coco

32g de amido de milho
32g de bicarbonato de sódio
5 colheres de sopa de óleo de coco biológico

E é mesmo fácil e rápido de fazer, basta juntar os ingredientes secos numa tigela, misturar e juntar o óleo de coco. Por fim, misturar uma última vez até se obter um creme homogéneo. Como a minha casa fica bastante quente, o óleo de coco estava líquido, pelo que foi fácil misturar tudo; se o teu se encontrar sólido, aquece-o um pouco antes de juntá-lo aos restantes ingredientes.

Se não gostas do cheiro a coco, podes ainda adicionar umas gotas de um óleo essencial que possua um aroma mais agradável para ti!

Quanto aos ingredientes, o amido de milho e o bicarbonato de sódio encontram-se facilmente num supermercado; o óleo de coco biológico, comprei-o no Celeiro.

Agora só falta o teste final: usar este desodorizante num dia que vá correr!

A Minha Lista Verde

Nesta lista encontram-se todas as alterações que já implementei no meu dia-a-dia para diminuir a minha pegada ecológica. Pretendo mantê-la sempre actualizada e espero poder inspirar-vos a fazer o mesmo. Sintam-se à vontade para comentá-la sempre que quiserem e para sugerir outras ideias verdes.

Sempre que uma ideia for proveniente de um artigo de um blogue, site, revista ou livro, mencioná-lo-ei.


  1. Fecho a torneira enquanto lavo a loiça, as mãos e os dentes.
  2. Verifico, sempre, se a torneira ficou bem fechada. 
  3. Os autoclismos cá de casa possuem descarga controlada.
  4. Uso a máquina de lavar roupa e de lavar loiça apenas quando estão cheias e na temperatura mais baixa.
  5. Lavo o carro com um balde cheio de água e uma esponja e recorro à mangueira apenas no final.
  6. Uso papel higiénico reciclado.
  7. Separo e Reciclo o plástico, o vidro, o papel, as pilhas e baterias, os óleos, os fármacos e os pequenos electrodomésticos.
  8. Armazeno as rolhas de plástico e entrego-as num local próprio para possibilitar a construção de cadeiras de rodas.
  9. Não utilizo ar condicionado.
  10. Não utilizo produtos em latas de spray.
  11. Uso uma peça de roupa duas ou mais vezes, desde que se mantenham limpas e sem cheiros (dica 189 da lista da Vanessa).
  12. Reutilizo envelopes e embalagens.
  13. Aprendi a coser e a usar a máquina de costura para fazer os meus próprios arranjos.
  14. Uso, muitas vezes, a vassoura em vez do aspirador.
  15. Recuso os sacos de plástico nos supermercados e lojas.
  16. Uso lâmpadas de baixo consumo.  
  17. Evito água engarrafada. Comprei uma garrafa Bobble que possui um filtro próprio.
  18. Utilizo sacos de lixo biodegradáveis.
  19. Corro em parques e não utilizo aparelhos eléctricos para fazer exercício (dica 15 e 144 da lista da Vanessa).
  20. Asseguro-me que as luzes estão desligadas quando saio de casa (dica 25 da lista da Vanessa).
  21. Desligo todos os aparelhos eléctricos da tomada quando não estão a ser utilizados (dica 28 da lista da Vanessa).
  22. Compro conservas em vidro sempre que existe essa possibilidade.
  23. Tomo duches em vez de banho.
  24. Cancelei todas as subscrições de revistas.
  25. Deixo a roupa secar num estendal e não uso uma máquina de secar roupa (dica 230 da lista da Vanessa).
  26. Opto por produtos nacionais, sempre que existe essa possibilidade.



Campanha H&M - Não deixes que a moda seja um desperdício

Há uns dias atrás fui até ao centro comercial procurar por uma camisola preta que substituísse a minha já velhota. Entrei em varias lojas, vi algumas tentações - resisti sempre! – e acabei por encontrar a melhor candidata na H&M.

Juntamente com o talão de compra entregaram-me um flyer intitulado Não deixes que a moda seja um desperdício.

As lojas H&M estão a recolher todo o tipo de roupa e esta definição inclui também a que se encontra em mau estado (seja muito velha, rasgada, esburacada, you name it!) com a intenção de reduzir a quantidade de resíduos da indústria da moda que acaba em aterros sanitários. Para além disso, a H&M doa 2 cêntimos a uma instituição de solidariedade por cada quilo de roupa recebida.

[Fonte: H&M]

A roupa entregue nestas lojas é enviada para a fábrica de processamento mais próxima, onde cada peça de roupa é classificada e separada à mão nas seguintes categorias:

Vestir de Novo - Roupa que pode ser usada novamente e será comercializada como um bem em segunda mão.
Reutilizar - Roupa que já não se encontra em condições para ser vendida em segunda mão é convertida noutros produtos como, por exemplo, panos de limpeza.
Reciclar - Roupa que não pode ser reutilizada, é reciclada e transformada em matéria-prima.
Energia - Roupa que não pode ser incluída em qualquer das categorias acima citadas, é utilizada para produzir energia.


Mas, como eu não gosto de falar sobre estas campanhas sem eu própria experimentá-las, voltei ontem à loja com dois sacos de roupa para perceber melhor como a recolha funcionava. Fui directamente à caixa e tirei algumas dúvidas:

  • Não é necessário fazer qualquer compra para se entregar roupa.
  • Por dia, cada pessoa só pode entregar dois sacos de roupa.
  • Qualquer tecido pode ser entregue (roupa interior, panos, lençóis, etc.), excepto imitações de cabedal.
  • A roupa entregue pode ser de qualquer marca.
  • Por cada saco de roupa entregue, dão-nos um vale de 5€ que pode ser utilizado no próprio dia numa compra mínima de 30€, não sendo os vales acumuláveis entre si.
  • Os dois vales que recebi são válidos durante 6 meses e podem ser utilizados em qualquer loja H&M.

Encontra mais informações sobre esta iniciativa em H&M Long Live Fashion, em Charity Star e em I:CO Spirit.

Passatempo: O Pequeno Livro Verde das Compras


Hoje, o blogue festeja o seu primeiro aniversário e, como um blogue não vive sem as suas leitoras, uma de vocês, receberá em casa um presente, o Pequeno Livro Verde das Compras - 250 Truques para um Estilo de Vida Ecológico, da editora Everest.



Para participar só é necessário ser seguidora deste blogue e enviar o nome, morada completa e nick usado como seguidora para sara.cinnamonlife@gmail.com. Podem participar até dia 13 de Outubro.

O resultado será publicado aqui, no dia 14 de Outubro. Participem e Boa Sorte!

Lojas e Contentores Humana - Locais onde se pode Doar Roupa

À medida que fui destralhando a roupa de Inverno, fui pondo de lado aquela que já não me servia ou já não gostava, mas que ainda se encontrava em bom estado, para doar ou vender.

Entretanto, junto à faculdade, encontrei um contentor da Humana onde se pode depositar roupa ou calçado para doar. Nestas férias também encontrei contentores da Humana noutras cidades, por isso, devem encontrar-se distribuídos por todo o país.

O que acontece à roupa e ao calçado após ser colocado nos contentores?
Parte é utilizada na reciclagem têxtil e parte é transportada até países mais necessitados em África.


Como se pode ajudar a Humana?
1. Depositando, nos contentores, a roupa e calçado que ainda estão em bom estado, em sacos fechados.
2. Comprando roupa em segunda mão nas lojas Humana.


O que acontece ao dinheiro que é entregue nessas lojas?
O dinheiro ganho graças à roupa vendida permite à Humana manter as suas infra-estruturas em Portugal e suportar alguns projectos em África como é o caso da formação de professores, da ajuda infantil e das escolas.

 


Porque troquei as garrafas de plásticos pela Sigg

Como sabem, tenho tentado efectuar algumas pequenas mudanças no meu dia-a-dia para minimizar a minha pegada ecológica. Um dos piores hábitos que tenho é usar garrafas de 25 ou 33cl, por dia, para beber água. Compro imensas garrafas e, apesar de as pôr sempre na reciclagem, tenho consciência que este meu hábito tem implicações graves no ambiente.

A minha preocupação relativamente à indústria da água engarrafada surgiu quando vi, no Youtube, o vídeo “The Story of Bottled Water”:



Eu, tal como uma boa futura cientista, sou muito curiosa e gosto de aprofundar determinadas questões! Acabei por descobrir várias coisas que me chocaram. Não só pela gravidade da situação como por tomar consciência, cada vez mais, de que a ignorância é realmente muito perigosa.

Para além de tudo o que é dito no vídeo, também já tinha lido que reutilizar garrafas de plástico pode apresentar um risco para a nossa saúde. Voltei a pesquisar sobre este tema e descobri que o antimónio, que é usado na concepção do polímero das garrafas de plástico PET, pode tornar-se tóxico quando participa em determinadas reacções, o qual se acumula na água que a garrafa contém.

Este semestre, numa aula sobre suplementos alimentares e vitaminas, tinha aprendido que, à excepção dos fármacos, todos os produtos colocados à venda para consumo, sejam água, alimentos sólidos, suplementos, etc. não passam por qualquer legislação, ou pelo menos não por uma legislação tão rigorosa, como acontece com os fármacos pela Infarmed. Mas em qualquer alimento, em qualquer cosmético, podem ser encontradas substâncias tóxicas, ou que a partir de determinada quantidade se tornam tóxicas, para o nosso organismo, que não tem a capacidade de se “livrar” de todas elas!

Como tal, no caso do antimónio, também não existe legislação a respeito dos teores máximos aceitáveis nas garrafas PET utilizadas para armazenar alimentos mas foi estabelecido que, para a água ser considerada água potável, os níveis limites de antimónio considerados seguros são de 5 mg por litro, segundo a CCE, e de 20 mg por litro, segundo a OMS. Valores que não me parecem nada conclusivos dado que um deles é quatro vezes superior ao outro...

Pondo de lado esta questão mais ambígua, sempre que se reutiliza uma garrafa de plástico, vão-se acumulando bactérias, sendo o gargalo a zona da garrafa mais susceptível dado que ocorre contacto directo com a boca e por não ser assim tão fácil de limpar.


Entretanto resolvi comprar uma garrafa Sigg e ao pesquisar sobre estas descobri que as próprias garrafas Sigg, fabricadas até Julho de 2008, continham bisfenol A (BPA), tão prejudicial à saúde que a sua utilização já foi proibida em vários países!
Mas nem tudo são más notícias! A Sigg reconheceu, humildemente, o seu erro (vejam aqui) e facilitou a troca de todas as garrafas Sigg que continham BPA até 2010.


Ao meu lado já tenho a minha, livre de BPA. E bem bonita por sinal! ;)


You won't miss these #5

Hello!

Estava aqui na minha pausa entre o almoço e uma tarde de estudo e, enquanto lia os post mais recentes dos blogs que sigo no Google Reader, encontrei um que tinha mesmo de partilhar convosco! 

  • Produtos de Limpeza Caseiros
É um post do blog Da Semente à Árvore, escrito pela Sílvia, que apresenta imensos produtos de limpeza para a casa que se podem fazer facilmente com ingredientes como a água, o sabão, o limão e o bicarbonato de sódio. 


from: Da Semente à Árvore



Espreitem-no aqui!

Luz na Casa: As lâmpadas de baixo consumo

Ontem foi um dia dedicado à nova casa. Comecei com as mudanças em que quatro mãos carregaram uns dez sacos de livros, a caixa de ferramentas, o berbequim e as armaduras para a iluminação da cozinha - quando se começa a tratar das limpezas e mudanças numa casa é muito importante começar pela instalação de focos de luz para permitir o trabalho depois do sol se pôr.

Para a cozinha escolhi umas armaduras que encontrei no Aki, quando lá fui para tratar das japonesas para a cozinha. Estas, entretanto, vão ser feitas noutra loja porque no Aki demoravam cerca de um mês (são feitas em Espanha...) para as entregarem e eu não tenho esse tempo disponível (tenho de montar as japonesas antes dos electrodomésticos chegarem à casa).


by Aki
Regressando aos focos de luz...
Quando escolhi o modelo das armaduras tive em conta dois factores principais:
  • facilidade em trocar a lâmpada (este modelo tem um sistema muito simples, abrindo lateralmente)
  • design e cor (queria uma cor clara e uma linha simples para a cozinha).



Quanto às lâmpadas, comprei apenas as de baixo consumo. São mais caras mas, como a iluminação da casa representa uma fatia de 10 a 15% da conta de electricidade, o investimento é compensado tanto na conta da luz como no tempo de vida da lâmpada em si.


Entre as lâmpadas de baixo consumo existem:

  • Lâmpadas fluorescentes 
  • LEDs 
  • Lâmpadas de halogéneo



Lâmpadas Fluorescentes
São indicadas apenas para espaços em que o período de utilização é contínuo e superior a uma hora. O tempo de vida destas lâmpadas varia entre as 6 mil e 15 mil horas e economizam até 80% de energia quando comparadas com as incandescentes (as tradicionais).
LEDs


Estas são as lâmpadas mais caras mas são também as que possuem maior tempo de vida, que pode atingir as 45 mil horas! Em comparação com as tradicionais, estas proporcionam uma poupança de energia até 90%. São, regra geral, de classe A.


Lâmpadas de Halogéneo

Estas tem um tempo de vida de, aproximadamente, 5 mil horas e uma eficiência energética de 20 a 60% quando comparadas com as incandescentes (as tradicionais).


Relativamente ao tipo de luz emitido pela lâmpada, este deve ser escolhido tendo em conta o tipo de actividade que ocorre na divisão. Em espaços de maior actividade como, por exemplo, a cozinha, é aconselhada a luz fria (4000K - 5000K). Em espaços de repouso como, por exemplo, a sala e os quartos é aconselhada a luz quente (2700K - 3200K).


Na quarta-feira já vou tratar da encomenda das japonesas numa loja que encontrei perto da Avenida da Igreja, onde já me fui informar na semana passada. A entrega demora apenas uma semana a partir do momento em que é feita a encomenda e são fabricadas em Portugal :)

Daqui a dois dias já devo ter mais novidades!

Papel por Alimentos

Soube agora de uma iniciativa do Banco Alimentar Contra a Fome, através do blog Este Blogue Precisa de um Nome, muito interessante.

Resumindo a campanha, que decorre em parceria com a Quima, eis como funciona: por cada tonelada de papel (jornais, revistas, cadernos, papel imprimido) entregue nas instalações do Banco Alimentar Contra a Fome, a Quima faz uma entrega de bens alimentares equivalente a 100€.

Mais sobre esta campanha aqui.

Sacos de Plástico. Quantos conseguimos rejeitar?

Qualquer produto que se compre, seja pequeno, seja grande, é imediatamente colocado num saco de plástico numa fracção de segundo. De fora ficam apenas os sacos dos super ou hipermercados que são cobrados, forçando a pergunta: quantos sacos quer?
 
Apesar de saber que os sacos de plástico são uma ameaça ao ambiente e muitas vezes recusar o dito cujo,  a quantidade de sacos que entram em casa é incrível!

Ontem fui espreitar os saldos...

Comprei uma mala, que foi rapidamente colocada num saco. Entrei em mais algumas lojas já com a ideia de que se comprasse mais alguma coisa iria para o mesmo saco. No entanto, as raparigas da caixa têm uma prática que conseguem pegar num saco, abri-lo e colocar lá dentro os artigos comprados. 
Eu nem vi a coisa a acontecer. Mesmo assim, convicta das minhas ideias, agradeci o saco e disse que já tinha um. A rapariga deve ter sido apanhada de surpresa e bloqueou mas a minha missão estava cumprida.

Para reduzir a minha pegada ecológica, vou:

1 - Colocar dois sacos grandes e resistentes, semelhantes aos da reciclagem, no carro para as compras de supermercado
2 - Colocar um saco de plástico nas duas malas que utilizo mais, para qualquer compra inesperada.
3 - Estar atenta e recusar todo o saco de plástico que ofereçam.

A lista das 366 coisas para uma vida mais verde por Vanessa Farquharson

Na minha procura acerca de coisas a fazer para reduzir a minha pegada ecológica encontrei o site Green as a Thistle escrito por Vanessa Farquharson, autora do livro Dormir Nú é Ecológico. Lembro-me de, há uns anos, ouvir falar sobre este mas nunca o tive nas mãos (está a 16,66€ na Fnac e na Presença, a 9,58€ na Book Depository e em segunda mão a 1,20€ na Amazon).

@ Green as a Thistle

No tal blog encontrei uma lista de 366(!) coisas que a autora já alterou no seu dia-a-dia para diminuir a sua pegada. Decidi seguir todas essas sugestões no meu dia-a-dia, implementando uma de cada vez. Claro que algumas delas não fazem qualquer sentido para mim, tais como:

46. Consuming only locally brewed beer, organic when possible. Eu nem sequer bebo cerveja.
48. Investing in permanent laser hair removal rather than shaving or waxing forever. Deve ter havido uma mulher na minha família com uma mutação qualquer a este nível e, desde então, a minha ascendência feminina, e eu própria, não nos podemos queixar...
57. Switching to natural shaving cream. Idem, aspas.
65. Giving up gum (especially the over-packaged kind). Desde que o meu professor de Biologia nos explicou como o mastigar pastilha-elástica causa a erosão do glicocálice das células da superfície estomacal e, consequentemente, a maior propensão de desenvolver úlceras, nunca mais fui capaz de comer uma pastilha-elástica... 
73. Not using the air-conditioning in my car. Nunca uso. Usar ar-condicionado no carro dá direito a uns cinco dias constipada, já sei o que a casa gasta...
96. Sleeping naked. Serei a única pessoa que não consegue dormir nua? 
102. Not using nail polish (or nail polish remover). Não consigo imaginar-me sem pintar as minhas unhas. Assunto arrumado.

Enfim, existem mais umas na lista que ou não se aplicam ao nosso país ou cidade ou que, por enquanto, não me vejo a ceder como no tal exemplo de deixar de pintar as unhas...

Vou estudar a lista com atenção, riscar todas as sugestões que já cumpro e a partir daí escolher as próximas a implementar. Vamos lá ver como a coisa corre :)

Se viver uma vida mais verde também vos inspira, podem conhecer a lista da Vanessa aqui.

Reciclagem, não ouviram falar?

Hoje li nesta notícia do Público que cada português produz, em média, 512 quilogramas de lixo. Custa-me acreditar neste valor, nem consigo visualizar a quantidade de sacos de lixo que isso implica. E o que ainda me choca mais é saber que 85% desse lixo é recolhido indiferenciadamente.

Se eu pudesse ia, pessoalmente, a casa de todo o habitante explicar como se faz a reciclagem. Irra!

Pegada Ecológica #1

Inspirada ou pelas resoluções de 2012 ou pelos exames à porta, que dão sempre imensa vontade de fazer todas as coisas que vou adiando, já pus em prática algumas formas de poupar água:
  • Desmontei o autoclismo de uma sanita que estava constantemente a pingar e depois de apertar todos os parafusos do mecanismo no seu interior, consegui pôr o fim a este desperdício.
  • Antes de fechar o autoclismo, coloquei três garrafas de meio litro no interior, para poupar água nas descargas. Não sabia se tinha exagerado na quantidade de garrafas mas já deu para perceber que está a funcionar bem.
  • Passei a tomar duche com um balde junto a mim. A primeira vez foi estranha mas já me habituei à nova companhia. Poupo sempre um balde que dá para umas 4 descargas na sanita. Nunca pensei que fosse possível economizar tanta água desta forma!

Para além destas iniciativas, continuo a usar o copo para lavar os dentes e decidi mudar de papel higiénico. Descobri o reciclado. Tanto o Continente como o Pingo Doce têm-no disponível e, ao contrário do que é costume com os produtos reciclados, esta opção fica mais barata.

20 dicas para poupar água

Quando partilhei o primeiro conflito que tive com um colega de laboratório, devem ter percebido a importância que dou à água e ao consumo consciente desta. Eu estou mesmo decidida a levar em diante as dez resoluções que criei para 2012, entre as quais poupar (ainda) mais, e vou partilhar sempre convosco todas as pesquisas que fizer e coisas que aprender quanto aos assuntos que vos possa mais interessar.

Canteiro que a Rita usa para reservar a água das chuvas

No dia 31 de Dezembro, inspirada pelo post da Rita sobre formas de poupar e reutilizar a água para outros fins, comecei a usar um copo sempre que lavo os dentes. Em vez de ter a torneira a correr, encho à partida o tal copo com água e já cheguei à conclusão que só preciso de metade deste para a lavagem dos dentes. O número de litros que se poupa desta forma é brutal, como podem verificar pelas contas da Rita.

Independentemente daquilo que vos faz querer poupar água - poupar na conta de água, diminuir a pegada ecológica ou ambos - deixo-vos vinte dicas para poupar água que fui reunindo até hoje.


20 dicas para poupar água:
 



  • Reservar água da lavagem de mãos e usá-la em vez do autoclismo.
  • Tomar um duche em vez de banho. Poupa-se mais do dobro da água desta forma.
  • Reservar a água fria inicial no duche para regar as plantas.
  • Regar as plantas de manhã ou de noite e nunca nas horas de maior calor.
  • Fechar a torneira enquanto se lava a loiça, as mãos, os dentes, no duche e a lavar o cabelo.
  • Diminuir o tempo de duche – um único minuto faz diferença.
  • Usar um copo para lavar os dentes (no blog daRita podem ver quanto poupam com esta sugestão, é de ficar de boca aberta).
  • Verificar sempre se a torneira ficou bem fechada.
  • Verificar se há fugas de água na cozinha ou casa-de-banho e, caso existam, procurar uma solução. Uma forma fácil de verificar as fugas é manter as torneiras e máquinas desligadas durante uma hora e comparar os valores no leitor.
  • Colocar duas garrafas de água cheias de areia dentro do autoclismo para poupar na quantidade de água de cada descarga.
  • Deitar lenços, toalhitas de cara, e outros semelhantes, no lixo e não na sanita.
  • Lavar as peças de fruta e vegetais num alguidar com água e não com a torneira aberta.
  • Não usar a água para ajudar no descongelamento de produtos alimentares. Deixá-los a descongelar à  noite ou usar um programa próprio do microondas.
  • Usar a máquina de lavar roupa e loiça apenas quando estão cheias.
  • Usar água fria para lavar a roupa de cor. Poupa-se água e a cor da roupa.
  • Não comprar brinquedos às crianças que necessitem de água para funcionar (exemplo: pistolas de água)
  • Reservar a água da chuva e usá-la, por exemplo, no autoclismo ou na rega das plantas.
  • Lavar o carro com um balde cheio de água e uma esponja. Recorrer à mangueira só no final.
  • Reportar, de imediato, uma fuga de água que vejam na rua para que o conserto seja feito o mais cedo possível.
  • Partilhar com a família, amigos e vizinhos formas de poupar água e a sua importância, para que se tornem conscientes quanto ao desperdício de água e passem, ele próprios a poupá-la também.