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Minimizar com o Projecto 333 - O Início

A primeira vez que ouvi falar do Projecto 333 fiquei logo com vontade de minimizar o guarda-roupa. Pretendia conseguir construir conjuntos que gostasse sem demorar muito tempo e ter pouco trabalho com a roupa… Pouca roupa deve implicar menos tempo a passar a ferro, certo? No entanto, sentia um grande problema... No meio de tanta roupa, não sabia como e por onde começar!

Espero conseguir, com este post, ajudar-te caso estejas também neste impasse!



1 - Definir o teu estilo


Eu caía na tentação de comprar tudo aquilo que gostava sem pensar em conjuntos e se me identificava, ou não, com o estilo da peça. Podemos adorar de ver uma peça numa pessoa mas não nos identificarmos com ela… e eu não pensava muito nisso…

Eu acho que a forma mais fácil de definir um estilo é olhar para modelos em revistas ou procurar na net (eu usei o Pinterest e aconselho vivamente!) estilos que nos agradem, conjuntos que gostaríamos de construir e desfrutar.



2 - Criar a lista das 33 peças


O passo seguinte foi perceber que peças de roupa definiam esse estilo, quais eram as mais frequentes entre todas as imagens que fui gostando, no fundo, tentar responder à questão “Quais são as peças base do estilo que pretendo ter?”

Para teres uma ideia do aspecto que a lista poderá ter, vê aqui a lista que criei para mim.



3 - Desocupar um/o armário e organizar as 33 peças.

Eu fui procurando pelas gavetas e armário as peças que compunham a minha lista e fui colocando-as em cima da cama. Só depois organizei as peças, por tipo (casacos, camisas, blusas, calças, calções, ...) e por cor. Desta forma, o guarda-roupa fica com um ar organizado e torna-se mais fácil escolher peças que conjuguem.

[Copyright: Sara Duarte]

Assim que fiz a minha lista, apercebi-me que tinha praticamente tudo o que precisava! Como o objectivo é minimizar, não vou comprei o que me faltava, juntei apenas peças que achei que faziam sentido e que já tinha no meu guarda-roupa.



4º - Testar o guarda-roupa criado.

As 33 peças escolhidas deverão ser usadas durante 3 meses e apenas essas. Ao longo desse tempo, percebemos se nos identificamos de facto com o estilo escolhido e/ou se nos falta alguma peça chave no nosso guarda-roupa.

Eu já tirei fotos de dois conjuntos, criados nuns 2 minutos! Penso que é sempre mais fácil avaliar o nosso aspecto através de uma foto!

[Copyright: Sara Duarte]


É, ou não, um projecto minimalista espectacular?

Natal: Comprar Prendas Antecipadamente

Ainda faltam cerca de 3 meses para o Natal e talvez possas pensar que este post é demasiado antecipado. Afinal quem faz compras de Natal no início de Outubro? 

Se pensas assim, então este post é mesmo para ti!

Esta foi a minha primeira árvore de Natal avistada, logo no início de Outubro. Não é linda?

Há uns anos atrás, eu fazia a maior parte das compras de Natal na própria semana do dia 25 de Dezembro ou até na véspera! O resultado era sempre o mesmo: comprava sob pressão, porque queria encontrar prendas para todos e chegar a tempo para a consoada. As lojas e os centros comerciais estavam sempre caóticos, não sabia sequer que era possível caber tanta gente num só espaço, as filas para as caixas intermináveis, e pior ainda para a fila dos embrulhos. Jurava nunca mais voltar a fazer o mesmo mas, no ano seguinte, lá estava eu outra vez, stressada, a tentar correr para me despachar mas sem conseguir andar mais depressa que um caracol e ainda com direito a vários empurrões e pisadelas!

Quando conheci o meu namorado, isso mudou. Ele já tinha o hábito de comprar as prendas com bastante antecedência para evitar o stress ao tentar encontrar a prenda ideal para determinada pessoa em cima da hora e para evitar a multidão dos centros comerciais na véspera do Natal.


Queres mudar os teus hábitos mas não sabes por onde começar?

Primeiro que tudo, é preciso saber organizar a compra das prendas para não esquecer nenhum aniversário nem ninguém no Natal. No post Sugestão para gerir compras de aniversários e Natal podes encontrar algumas dicas e a folha de aniversários, de download gratuito, que eu utilizo.

Desde que comecei a destralhar a casa, a livrar-me de toda a tralha que me rodeava e a viver uma vida mais minimalista, a minha percepção de prenda ideal também se alterou. Antigamente, procurava essencialmente objectos, agora procuro experiências ou cartões presente. Se é difícil livrar-me de um objecto que eu não preciso porque alguém especial me ofereceu pelos anos ou pelo Natal, não vou querer causar a mesma situação a outra pessoa. Portanto, objectos estão fora de questão à excepção de artigos úteis que eu saiba que a pessoa em questão necessite realmente! Podes encontrar no post Prendas de Natal para crianças e adultos felizes! mais algumas dicas sobre este tema.

Por fim, esta é uma óptima altura para começar a guardar caixas de cartão de cereais, bolachas, etc. para serem recicladas como cartões de Natal (claro que também poderão ser usadas para cartões de Aniversário ou para outros dias especiais). Mesmo que não tenhas jeito para desenhar, a pessoa que o recebe vai gostar porque sabe que o fizeste especialmente para ela. E, para oferecer aos avós, não seria giro incluir umas imagens dos netos ou mesmo pintar as suas pequenas mãos no cartão? No ano passado, também ofereci um Cartão de Natal reciclado ao meu namorado, o qual podes ver no post Reciclagem: Cartões de Natal.


E tu? Costumas fazer as tuas compras com antecedência ou deixas tudo para a última hora?

Definindo objectivos com Leo Babauta: destralhar e ficar em forma!

Lembram-se de vos ter contado que estava a ajudar a minha mãe a traduzir o livro The Power of Less de Leo Babauta?


Li uma coisa muito interessante, dedicada a todas as pessoas que sentem que têm sempre muito que fazer e pouco tempo para tanta coisa ou às pessoas que todos os anos fazem uma nova lista de resoluções, que continuam a ter os mesmos pontos-chave porque não houve tempo para conseguir cumprir tantos objectivos. Eu revejo-me nestas duas situações!



Resumidamente, se nos focarmos apenas no dia de hoje, a ideia consiste em:
  1. Fazer uma lista das tarefas por fazer.
  2. Definir as três tarefas mais importantes e colocá-las no início da lista.
  3. Riscar todas as tarefas que não conduzem aos objectivos principais.
  4. Delegar as tarefas que podem ser realizadas por outras pessoas.
  5. Adiar as tarefas que não têm de ser feitas, necessariamente, nesse dia.
O objectivo principal é concentrar-mo-nos nas coisas mais importantes e abstrair-mo-nos de todo o "ruído" que existe à volta. A nossa energia e o nosso tempo devem ser aplicados nas tarefas que, terminadas, produzirão maior impacto ou naquelas que irão conduzir-nos ao objectivo principal. 
Por exemplo, muitas vezes, as tarefas que produzem maior impacto são, simultaneamente, as mais complexas ou extenuantes e, consequentemente, mais desmotivantes a longo prazo. Nesse caso, a tarefa deve ser dividida em pequenos passos e, desta forma, cada objectivo será mais facilmente atingido e, ao mesmo tempo, dará mais motivação para continuarmos no caminho certo.
Quanto às resoluções que fazemos no início de cada ano, a maioria fica por fazer e é adiada para o ano seguinte. A razão mais frequente para isto acontecer tem a ver com o elevado número de objectivos que definimos para cumprir durante o ano. Leo Babauta aconselha a definirmos apenas 1 ou 2! 
Em Dezembro de 2011 tinha criado uma lista de dez resoluções para 2012. Dessas 10, apenas cumpri 3 (poupar, reduzir a pegada ecológica e ir mais vezes ao teatro). Entretanto surgiu, de forma espontânea, destralhar o quarto e a casa-de-banho. A casa-de-banho foi destralhada, aproximadamente, numa semana. O quarto será mais demorado e, provavelmente, transitará para o próximo ano. Depois apercebi-me de que, nos últimos 4 anos, tenho sempre desejado pôr-me em forma. Mais tarde, hei-de contar-vos a "minha" história que acaba por ser comum a tantas mulheres...

Decidi então que os meus 2 principais objectivos a partir do dia 19 de Outubro (e não a partir de 1 de Janeiro) serão:
  • Destralhar o quarto
  • Ficar em forma
À partida, poderão parecer dois objectivos um pouco exigentes mas, tendo em conta que durante muito tempo pensei ser nutricionista e estudei para atingir esse fim, conheço bem a teoria, por isso o trabalho de pesquisa está feito! Agora basta-me pôr em prática tudo aquilo que aprendi. Quero partilhar convosco os meus passos, tal como faço para o destralhar do quarto, mas não pensem que vão encontrar aqui dicas para dietas loucas ou milagres. Eu odeio toda a publicidade e dinheiro que se faz à conta do tema "perder peso" que, no meu ponto de vista, se aproveita de todas as mulheres (ou homens!) que se encontram desesperadas por uma solução. Aliás, odeio todo o dinheiro que as pessoas fazem à custa do desespero e ignorância de outras pessoas, seja em que área for. Chamem-me ingénua ou idealista, não quero saber.

Já pensei em escrever aqui sobre os dois temas num esquema de "dia sim, dia não". Mas também dependeria do interesse mostrado aí desse lado porque o que é mesmo bom, bom, bom sentir quando se escreve aqui, é a partilha e a possibilidade de ajudar alguém ou ajudar-mo-nos mutuamente :)

Amanhã será o 1º dia e o primeiro passo a dar será registar o meu peso!
Alguém desse lado quer fazer isto comigo? :)

Simplificar para quê...?


Quando, numa tarde, destralhei todo o armário que tenho à frente da minha cama, o meu namorado perguntou-me até quando ia destralhar e o que ia fazer depois disso.
A minha mãe também já estranhou o espaço que agora o meu quarto tem, disse-me que estava a ficar vazio e perguntou-me, assustada, se era esse o meu objectivo.

O meu objectivo inicial era destralhar todo o meu quarto para facilitar as mudanças e evitar levar tralha para a minha primeira casa. Não quero mudar-me e começar com o pé esquerdo. Eu sei que se levar tudo comigo, vai ser muito mais difícil livrar-me das coisas, vou cair no erro de acumular coisas e, por isso, impus-me este objectivo antes de fazer a mudança. 

No início foi um pouco complicado, estava habituada a ter muita coisa à minha volta, a criar ligações com tudo, a guardar coisas porque ou eram memórias, ou poderiam fazer-me falta mais tarde, ou poderia dar jeito a alguém, ou poderia consertar, etc., etc. e habituei-me mal. Mesmo assim, não foi tão difícil quanto eu imaginava. Assim que comecei o projecto que conheci através da Cristina, acabei por ficar um pouco viciada nele!

O meu objectivo não é ficar com o quarto vazio ou deitar tudo fora. O objectivo é ficar apenas com coisas que preencham uma destas características:
  • Útil
  • ou que eu Ame

Todo o espaço livre que entretanto vai surgindo serve para todas as coisas que realmente adoro fazer. E isso não significa, necessariamente, objectos. Quando uma divisão fica mais organizada, poupa-se tempo a limpá-la e a encontrar coisas (porque cada coisa terá o seu lugar fixo). Esse tempo pode ser gasto em actividades que sempre quisemos fazer mas nunca tivemos tempo para tal!


E o desafio de destralhar, no mínimo, três objectos por dia continua! Mostro-vos os objectos que destralhei ontem e hoje:



1 - Caixa de artigos de pintura que tenho desde a primária!!!
2 - Uma carteira manchada com tinta.
3 - Embalagens que pensava usar para guardar coisas mas que continuam vazias. Foram direitinhas para a reciclagem!



4 - Mais duas caixas vazias!
5 - Uma folha de vegetal com o simba guardada há uns 15 anos!
6 - Caixa do meu primeiro compasso. Recebi-o quando tinha uns 9 anos e nunca tinha conseguido deitá-lo fora pelas memórias que possuía...

Para um blog onde "o menos é mais"



Há uns dias atrás comprei um livro que a minha mãe já andava a namorar há uns tempos, Power of Less, de Leo Babauta. Como a minha mãe não tem grandes amores pela língua inglesa, estou a ajudá-la a traduzir o livro para português para poder lê-lo sempre que quiser. Volta e meia, é a minha mãe a traduzir um artigo em francês para mim, língua que quero muito reaprender...

Ao ir corrigindo ou acelerando o processo de tradução do livro, acabo por lê-lo também e já me sinto contagiada por esta temática do minimalismo, seja material, mental ou emocional.

Decidi começar a aplicar algumas das poucas coisas que já li, aqui, no blog. 
Quando o criei foi algo espontâneo. Não pensei se iria escrever acerca de um só tema ou de vários assuntos. Pensei apenas escrever consoante o meu dia-a-dia, sobre coisas que me inspirassem, de que gostasse muito ou que quisesse partilhar. Passado uns três meses, sinto isso mesmo, que o blog fala sobre um pouco de tudo e sobre nada em concreto. Algo que, pessoalmente, não me agrada. Decidi, então, focar o blog em temas mais específicos. Restava saber quais.


Fiz uma lista dos temas que mais me interessam, aqueles que me dão mais prazer aprender, explorar e partilhar. Surgiram demasiados para um só blog que pretende ser mais concreto. Pesquisei na internet e encontrei um artigo que dava dicas para a escolha dos temas de um blog. Li que devemos pensar se daqui a seis meses, ou um ano, ainda nos vemos a escrever sobre essas mesmas coisas. A partir desta dica foi fácil riscar muitos dos temas que tinham surgido, simplesmente porque achei que seria um tédio passar tanto tempo a falar sobre eles. O tema que, ao riscar, me deixou mais perplexa foi "moda". Eu gosto de moda, gosto de ver as montras, gosto de conhecer as novidades e entre os meus 16-20 anos posso dizer que gastei bastante dinheiro em roupa, sapatos, botas e acessórios. Mas essa fase louca passou. Sou vaidosa e, regra geral, tenho bastante cuidado com a minha imagem mas daí a gastar horas a explorar este mundo vai uma grande diferença. Já para não dizer que a blogosfera tem milhares de blogs sobre este tema e o meu não iria fazer diferença alguma. Sejamos sinceros.


Que temas sobraram? Poucos. E estes poucos podem ser agrupados em duas categorias: aqueles sobre os quais já aprendi alguma coisa ou que conheço relativamente bem e outros que estou agora a descobrir e que gostaria de explorar.

No primeiro grupo tenho a nutrição, actividade física e saúde no geral. Pratiquei durante muitos anos yoga e artes marciais e sinto um fascínio pela meditação. Leio também bastante e gosto de partilhar sobre os livros que vou conhecendo.

No segundo grupo tenho alguns temas que estão interligados entre si, uma espécie de anti-materialismo (provavelmente decorre dos anos de prática de yoga). Gosto muito dos temas ligados à preservação da natureza e do ambiente, trabalhos manuais, formas de poupar tempo e/ou dinheiro. Gosto de cozinhar, de preferência coisas simples, rápidas mas muito saborosas (e quero aprender muito mais) e de decoração bonita mas minimalista.


A minha resolução para os próximos dias, em paralelo com os quilos de informação que ainda tenho de estudar para os restantes três exames, é direccionar o blog para estes temas.


Às visitas mais regulares, espero não vos desiludir com esta decisão. Aos que por cá continuarem e aos novos visitantes, serão sempre muito bem-vindos. Os vossos comentários e as vossas sugestões tornam toda esta partilha muito mais especial. Obrigada!