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Tabela da Ementa Semanal

Por esta altura já deves pensar que sou doida por listas e tabelas!
O vício começou quando fiz a minha primeira tabela das tarefas diárias. Foi apenas mais uma tentativa de encontrar uma forma de organização cá para casa e, como resultou, experimentei aplicar este conceito a outras coisas…

Passaram muitos anos desde que vi a primeira sugestão sobre criar uma ementa semanal para facilitar as compras do supermercado e o próprio trabalho na cozinha associado à refeição. A verdade é que nunca me atraiu muito e nunca pensei realmente por esta ideia em prática. Nunca me preocupei muito com as refeições. Apesar de gostar muito de cozinhar, principalmente para os outros, quando vivia em casa dos meus pais, era a minha mãe ou a empregada doméstica que tratavam disso e, nas férias de Verão, quando estava fora de casa, preparava saladas ou outras coisas muito práticas.

Mas, agora, com a casa para tratar, o cão, os estudos e a tentativa de recuperar algum tempo para mim, fazer refeições duas vezes por dia tornou-se numa tarefa chata. Chegava a hora da refeição e nunca sabia o que fazer. Lembrava-me logo da minha mãe quando nos pedia sugestões para a refeição seguinte e eu não percebia a razão para tanta preocupação se ainda há pouco tempo estávamos a comer!

A verdade é que, quando se chega tarde a casa, ir para a cozinha tratar de (mais) uma refeição é um suplício. Quanto mais imaginar o que fazer com o que se tem (ou não tem!) no frigorífico (porque já é tarde para descongelar…). Foi por isso que decidi dar uma hipótese a elaboração de uma ementa semanal.

Entretanto já faz um mês desde que criei a primeira tabela da ementa semanal cá para casa. Tem sido uma verdadeira ajuda e é muito fácil de fazer. A tabela que eu criei tem este aspecto:



 Com a ementa semanal:

  • Faço as compras de supermercado para a semana com todos os ingredientes que vou precisar.
  • Não perco tempo em idas de emergência ao supermercado por faltar qualquer coisa para a refeição que estou a preparar.
  • Deixei de me preocupar com a refeição que vou preparar a seguir.
  • Nunca me esqueço de descongelar peixe ou carne porque, assim que tomo o pequeno-almoço, vejo quais são as refeições do dia e retiro logo tudo o que preciso do congelador.


Delegar com a Tabela de Tarefas

Uma das coisas que penso ser muito importante para ter a casa organizada e poupar tempo é delegar tarefas.

Quando me mudei cá para casa comecei por tentar fazer tudo sozinha, mas era muito difícil conseguir ter tudo arrumado e andava sempre muito cansada. Depois, comecei por pedir ajuda ao meu namorado em algumas tarefas, o que tornou tudo mais fácil. No entanto, não gostava de estar sempre a pedir ajuda ou a relembrá-lo de alguma tarefa que ainda estava por fazer.


Vi, entretanto, em alguns blogs de organização, a sugestão de criar uma tabela com tarefas e ir colocando o nome da pessoa que a iria desempenhar nesse dia. Pareceu-me uma óptima ideia! Desta forma, o meu namorado poderia consultar a tabela no início do dia e ir fazendo as tarefas consoante lhe desse mais jeito.


Comecei, então, por fazer uma tabela com uma pequena lista de tarefas diárias:

  • Lavar a Loiça
  • Passar a Ferro
  • Lavar o Chão da Cozinha
  • Lavar o Chão das Casas-de-banho
  • Limpar o Pó


Em frente à tarefa, colocava a lápis o meu nome ou o do meu namorado. Na manhã seguinte, verificava o que era necessário ser feito, apagava os nomes das tarefas do dia anterior e preenchia as tarefas do dia. No entanto, o papel começou a ficar muito gasto mas também não queria imprimir a folha com regularidade para não desperdiçar papel! Quando o meu irmão veio cá almoçar, questionou-me sobre a tabela e eu contei-lhe no que consistia. Deu-me a ideia de criar pequenos papéis com as nossas iniciais, que eu podia ir colando e descolando com um pouco de massa adesiva.

A tabela também tem aumentado, sempre que me lembro de uma tarefa importante que ainda não consta lá, vou adicionando a lápis para incluir numa próxima impressão. Neste momento, encontra-se com este aspecto:



E em tua casa, fazes tudo sozinha ou todos partilham tarefas? Como se organizam?

O Meu Dia Ideal

Quando li o post Imagina o dia ideal no blogue The Busy Woman and the Stripy Cat também eu comecei a fazer esse exercício de reflexão...

Será que o meu dia-a-dia se aproxima daquilo que eu desejo fazer? Será que terei muitos hábitos por alterar? Reflecti um pouco sobre isto e imaginei o meu dia ideal da seguinte forma:

[Fonte: Wake Upon Time]
  1. Acordo com o nascer do sol. Faço 10 minutos de yoga e 10 minutos de meditação.
  2. Tomo o pequeno-almoço devagar. Desde que alterei o meu pequeno-almoço tenho mais prazer em preparar esta refeição. A taça de leite com cereais foi substituída por uma caneca de chá de ervas ou de frutas, umas torradas com queijo e/ou doce e, por vezes, uma peça de fruta. Assim que estrear o forno, quero também fazer bolos e bolachas caseiras para o pequeno-almoço e lanche.
  3. Escrevo e faço algumas pesquisas para o blogue. Aproveito também para responder a comentários, responder a e-mails, etc.
    [Fonte: The Guardian]
  4. Saio de casa sem pressas e vou de bicicleta até à faculdade. Já pus o carro definitivamente de parte durante a semana, fiz o passe e apanho o autocarro que me deixa a 5 minutos da faculdade. Mas ainda queria chegar mais longe! A única coisa que me tem feito ponderar em andar de bicicleta na cidade é o trânsito caótico em Lisboa e até já assisti a alguns acidentes com bicicletas… Mas talvez se começar por usar a bicicleta ao fim-de-semana consiga ganhar coragem!
  5. Regresso a casa e dedico 30 a 45 minutos às tarefas de manutenção. Vocês sabem, retirar a loiça da máquina, pôr roupa a lavar, preparar o jantar, fazer a cama de lavado, aspirar, limpar o pó, tudo aquilo que precisar de ser feito nesse dia.
  6. Corro uns 30 minutos. Apesar de ter sido o meu pesadelo nas aulas de educação física aprendi, entretanto, a correr e a gostar de correr. O meu namorado ensinou-me a respirar durante a corrida e desde então consigo correr durante muito mais tempo – antes parava não porque ficasse cansada ou com dores de pernas (isso nunca acontecia) mas porque precisava de recuperar o fôlego passados poucos minutos de corrida, cheguei mesmo a pensar que tinha algum problema respiratório.
  7. Faço um jantar leve. Aproveito para estudar e fazer pesquisas para trabalhos em desenvolvimento.
    [Fonte: Mr. Wallpaper]
  8. Leio um pouco enquanto tomo um chá quente. E, claro, fico tão relaxada que adormeço num instante!

Os fins-de-semana seriam um pouco diferentes... Veria alguma televisão se passasse um bom filme, juntava-me com os amigos, passeava mais e descobria sítios novos!

Por enquanto, ainda não consigo pôr a casa em ordem em apenas 30 minutos e tenho alguns hábitos por criar como, por exemplo, correr de uma forma mais regular e tornar a minha alimentação mais saudável mas este exercício de reflexão - imaginar o dia ideal - servirá de guia para novos hábitos a criar!

E tu, que hábito gostarias de implementar no teu dia-a-dia?

To-Do Lists: Sim ou Não?

Nestes últimos dias tenho dedicado o meu tempo de leitura ao tema das to-do lists (listas de afazeres). Tenho encontrado um pouco de tudo, os pontos positivos, os pontos negativos, testemunhos de quem não passa sem elas, testemunhos de quem as fazia diariamente mas que, mais tarde, decidiu pô-las de parte, testemunhos de quem nunca as fez e nem se imagina a fazê-las. Descobri ainda várias abordagens na construção e organização destas listas e até uma sugestão de done lists (listas de tarefas concluídas) ao invés das to-do lists. Por fim, encontrei também várias referências, sendo Getting Things Done de David Allen a mais notável. 

Para quem, como eu, ainda não segue qualquer exemplo dado, tanta informação torna-se confusa! Com tantas possibilidades, como encontrar a que melhor funciona?
iStockPhoto

Eis o que concluí nas minhas leituras:
  • Relativamente a fazer, ou não, uma lista de tarefas, decidi fazê-las e ver como resultam. Pessoalmente, acho que as vantagens de as ter superam, largamente, os seus pontos negativos. O facto de ter um sítio único para apontar todas as tarefas a realizar e que me vão ocorrendo ao longo do dia é um alívio. Sou muito esquecida, muito cabeça-no-ar e pensar “tens de te lembrar disto” não resulta, é apenas um factor de stress. A partir do momento em que se passa um afazer, uma preocupação, para o papel, a mente fica mais leve.
  • Papel, pc ou telemóvel? A primeira experiência será em papel. Não foi uma decisão fácil. Tenho tentado livrar-me do papel, imprimo o indispensável, só compro uma revista quando os temas parecem-me realmente muito interessantes e pensar em gastar papel para me organizar não tem sido fácil. No entanto, tenho também evitado ecrãs (tv, portátil, etc.) então não quero ter um sistema que me obrigue a ligar o portátil de propósito!
  • Tamanho/suporte físico: Quanto a esta questão, encontrei de tudo um pouco! Grandes cadernos ou dossier com imensos separadores, listas para isto, listas para aquilo, cores para organizar temas, etc. Muita confusão para quem quer começar do início, como eu e quer apenas um método simples! Por enquanto, tenho apenas uma folha A4 dobrada em oito partes. Sete para os dias da semana e a oitava para a to-do list.
  • Tipo de apontamentos: estão organizados por agenda e to-do list. Não quero fazer a minha to-do list num espaço reservado ao registo diário porque quando temos algumas tarefas por fazer é impossível tratar de todas no mesmo dia. Se colocasse tarefas a mais iria sentir-me frustrada por nunca conseguir chegar ao fim da lista e por estar, constantemente, a adiá-las. Por isso, todas as tarefas ficam à parte, na to-do list. No registo diário ponho apenas notas desse dia em específico, sejam consultas, um aniversário, um encontro, etc. e as 3 MITs.

[daqui]

E o que são as MITs?

As MITs são as tarefas mais importantes do dia (Most Important Tasks). São objectivos ou desafios simples que, uma vez cumpridos, aproximam-nos de um projecto pessoal ou profissional. Por exemplo, alguém que queira ficar em forma poderá definir fazer uma caminhada matinal como MIT.

As MITs são tarefas que devem ser feitas logo que possível para evitar a interferência de outros afazeres que possam aparecer, posteriormente, nesse dia (deambular pela internet antes de cumprir as MITs está completamente fora de questão!). 


Parece-me que, com algum tempo e algumas tentativas, todos acabam por conseguir descobrir a estratégia de organização com que mais se identificam e a que melhor funciona. Eu comecei agora a organizar-me com listas e tu? Tens por hábito fazer as to-do lists? Preferes a agenda, o telemóvel ou o portátil?

Leituras e Reflexões

 
[daqui]
Aproveitei o feriado para ler. Por vezes, volto a pegar num livro que gostei, leio-o ao acaso, procuro um capítulo específico ou releio-o de uma ponta à outra.


Hoje decidi relembrar os primeiros parágrafos de Leo Babauta em The Power of Less e apercebi-me de alguns erros crassos que tenho cometido e que me têm afastado de uma vida mais simples e produtiva.


Sinto que tenho aproveitado muito mal o meu tempo e, ironicamente, este é o semestre que tenho todo o tempo do mundo para fazer o que quero porque não tenho aulas (decidi mudar de mestrado) e estou a estudar apenas para duas cadeiras da licenciatura, ambas do 1º semestre, cujos exames serão em Julho.


Onde consumo o meu tempo então?


Principalmente com o computador. Por um lado gasto imenso tempo no FB porque fico viciada nos joguinhos. Por exemplo, esta semana descobri o Criminal Case. Joguei com o meu perfil, com o do meu namorado e o do meu irmão só para receber “energia” que permite a evolução no jogo. Loucura, não é?


Definitivamente tenho tido problemas em gerir o meu tempo e definir limites. Para além disso, o meu cérebro está sempre em actividade, tenho alguma dificuldade em relaxar, em entender a expressão dolce far niente.


Este blog tem sido, em parte, espelho disso. Há umas semanas um amigo meu perguntava-me... Mas afinal de que trata o teu blog? E eu não soube responder. Aí apercebi-me deste problema: vou tendo algumas ideias mas que rapidamente dão lugar a outras. Não que as primeiros tenham perdido importância mas como existem imensos temas que me interessam, acabo por me dispersar por imensa coisa e não aprofundar nenhuma em particular. E, no fundo, isso acontece a toda a hora no meu dia-a-dia.


Um dos principais objectivos a que me propus foi o de destralhar o meu quarto e consegui chegar a algumas metas que pensei serem inalcançáveis como, por exemplo, ter posto todas as minhas revistas na reciclagem e ter destralhado grande parte do meu armário de roupa. Mas a partir daí perdi-me um pouco...


Mas eu quero mais! Quero ser mais organizada aqui e na vida em geral. Começar por aqui é mais fácil, vou tentar focar-me apenas nos temas principais (arrumação, vida simples e aprender a relaxar) mas continuando sempre com este cunho pessoal. Na página do FB, que até agora tem estado bastante parada, é onde vou passar a falar de tudo o resto que me apeteça e que não tenha necessariamente a ver com estes temas. Se ainda não a segues, clica aqui!


Agora que o bichinho da arrumação e limpeza já está ganho, muito graças ao livro Winning the Clutter War de Sandra Felton, vou tentar organizar o meu tempo com The Power of Less de Leo Babauta e, por isso, os próximos posts deverão ser baseados nas minhas leituras e reflexões.

Gerir o Tempo com a Técnica Pomodoro

Na semana passada experimentei uma nova abordagem para tornar o estudo e a pesquisa e escrita para o blogue mais produtivos. A técnica chama-se Pomodoro (tomate em italiano), conhecia-a através do blogue da Rita, experimentei-a e como gostei imenso dos resultados, venho cá partilhá-la convosco!

A ideia da Técnica Pomodoro é fazer pequenos intervalos ao longo de um dia de trabalho. Muitas vezes, distraímo-nos porque ou um colega faz um comentário que resulta numa grande conversa, ou porque descobrimos imensas coisas interessantes na internet e quando damos por nós já não estamos a fazer apenas a pesquisa que pretendíamos, ou porque o telefone tocou... and so on.

[daqui]

Muitas vezes, pelo final do dia, sentia que não tinha aproveitado bem o tempo e que o dia podia ter sido muito mais produtivo. Sentia que o tempo tinha voado...
Na técnica Pomodoro, por cada 25 minutos de trabalho, faz-se uma pausa de 5 minutos. Durante os 25 minutos de trabalho fazemos apenas isso: trabalhar, sem interrupções, sem nada que nos distraia. Os 5 minutos de pausa servem para descansar e para fazer o que nos apetecer, seja falar com colegas, ir tomar café ou outra coisa qualquer.
Ninguém consegue estar uma manhã inteira ou uma tarde inteira a trabalhar non stop! 

Para controlar os intervalos de tempo de trabalho e de pausa, a Rita aconselhou o Flowkeeper, um software de download gratuito, de utilização simples,  no qual o utilizador define as tarefas do dia e quantos pomodoros necessita para cada uma. Uma das vantagens deste software tem a ver com a possibilidade de se registar possíveis interrupções que surjam durante o intervalo dedicado ao trabalho, sendo mais fácil perceber (e depois evitar) as razões de distracção. O Flowkeeper também permite ao utilizador definir os tempos de trabalho e de intervalo caso os 25+5 minutos não se adequem. Por enquanto, vou continuar com os blocos de 30 minutos porque permitem-me estar sempre concentrada no estudo. Desde que comecei a fazer pausas de 5 minutos a cada 25 minutos, é raro precisar de voltar atrás e reler para perceber alguma coisa!

Podem encontrar aqui um tutorial muito simples que a Rita fez sobre o funcionamento do software Flowkeeper. Aconselho-o vivamente!