26 de fevereiro de 2017

Ressonância Magnética Aberta

Olá! Tudo bem convosco?

Hoje queria falar-vos acerca da minha experiência com as ressonâncias magnéticas que realizei com o intuito de ajudar no diagnóstico.

São várias as razões que podem levar um médico a prescrever este tipo de exame e poderás, um dia, ter de fazê-lo, mesmo não sofrendo de qualquer doença parecida com a minha. Geralmente, é um exame a realizar após uma radiografia ou TAC, quando é necessário obter um maior detalhe de órgãos ou tecidos.

A ressonância magnética é um exame indolor e seguro (apesar de incompatível com alguns dispositivos que se possa ter como implantes e próteses, mas toda essa informação é fornecida antes). É moroso (pode levar até 30-45 minutos) e ruidoso (ouvem-se sons semelhantes ao martelar e, por isso, são-nos fornecidos uns tampões auditivos para atenuar o barulho). Pode ser necessário administrar um contraste intravenoso, mas tal só se perceberá ao longo do exame, consoante as imagens que o médico vai tendo acesso.
A máquina, mais comum, é cilíndrica, aberta de ambos os lados, iluminada e arejada. A parte do corpo a examinar, terá de ficar no seu interior. Para tal, após deitarmos-nos numa cama, tipo maca, esta é conduzida para o interior do cilindro (vim, depois, a saber que existem bastantes pessoas que se sentem ansiosas ou mesmo claustrofóbicas quando a cabeça tem de ficar no interior). Por fim, é-nos dado um pequeno "comando" com botão caso queiramos falar com o médico ou técnico.

Estas são as informações gerais sobre o exame que tentei encontrar antes de o fazer, e que fui encontrando um pouco por todo o lado, para ir mentalmente preparada - os exames médicos, no geral, deixam-me muito ansiosa...

Eu tive de realizar dois tipos de ressonâncias magnéticas, uma ao cérebro e outra às órbitas. Demoraria, portanto, cerca de hora e meia no total. Pedi para ficar com o meu companheiro na sala de exame enquanto o realizava e deixámos todos os objectos metálicos que tínhamos numa pequena sala, onde troquei a roupa por uma bata. A sala de exame estava a uma temperatura bastante fria, pelo que após deitar-me na "maca" fui tapada com cobertores. Fria o suficiente para que fornecessem, também, ao meu companheiro um cobertor para colocar sobre as costas. Foi-nos também fornecido os tais tampões para os ouvidos.

A ressonância magnética às órbitas implica a colocação de um equipamento, tipo capacete, parecida com uma armadura, em que os únicos, e pequenos, orifícios que existiam eram para os olhos, nariz e boca - informação que não encontrei descrita na minha procura... Assim que o coloquei senti-me, imediatamente, claustrofóbica. Agora, além de não ver nada do meu lado direito, pouca visão tinha também do esquerdo... A "maca" foi deslizando para o interior e quando pensava que iria parar, pois a minha cabeça já se entrava no interior, em vez disso, só parou praticamente ao nível dos joelhos. O meu companheiro contou-me que gritei, chamei por socorro, mas disso não tenho memória. Sei também que retiraram-me da máquina imediatamente, que uma técnica tentou acalmar-me quando ainda estava deitada e enquanto me tiravam toda a parafernália. Eu só tenho memória de já estar sentada, a chorar e a tremer, enquanto a médica com uma voz fria disse que, naquelas condições, não iria conseguir fazer o exame e que teria de ser anestesiada. Para isso, teria de tornar a fazer a marcação para que um anestesista e uma enfermeira estivessem presentes...

Se já passaram por este sofrimento ou temerem passar, esqueçam! Nada disto é necessário!!! Actualmente existem máquinas que são (verdadeiramente) abertas e que pouco barulho fazem (nem é necessário pôr tampões), em salas onde a temperatura é a ambiente, onde é colocada música calma e onde o acompanhante é bem-vindo. Sei que existem em várias partes do país. Eu dirigi-me ao Montijo, por ser o local onde tinha uma vaga mais próxima, e apenas posso falar desse local... passo a publicidade.

[REMAGNA]


O técnico foi super-atencioso, explicou-me previamente como a máquina funcionava e mostrou-me, inclusive, como sair, rapidamente, da máquina, caso me sentisse muito ansiosa. Aceitou fazer uma pequena pausa entre as duas ressonâncias, caso precisasse de me acalmar um pouco (acabei por parar apenas um minuto). As duas demoraram, no total, cerca de uma hora. A única desvantagem que existe neste local deve-se ao facto do médico só estar presente à 6ª feira a partir 16H, salvo erro. Nesse dia tive de esperar pelo médico - aproveitei para descansar, passear um pouco e comer um lanche leve - pois poderia ser necessário contraste. Tentei desviar a atenção sempre que me lembrava que se fosse necessário contraste isso iria implicar o uso de seringa...

Voltei ao local, confirmou-se que era necessário contraste mas só teria de repetir umas imagens num total de 10 minutos. Deitei-me na "maca", olhei para o lado e senti uma leve e rápida picada, mas tão ligeira que nem queria acreditar que era só aquilo que eu temia (no fim do exame, apercebi-me que tinha sido colocado um cateter e a agulha era minúscula - fiquei fã!)... Depois de ter estado uma hora praticamente imóvel, 10 minutos passaram a correr. E, finalmente, tinha as ressonâncias magnéticas feitas. Tinha conseguido! E tinha vencido mais uma etapa!!!

Já fizeste alguma ressonância magnética? Como foi a tua experiência?

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