31 de dezembro de 2011

Resoluções para 2012.

Desta vez, a passagem de ano vai ser bem mais calma. Nos últimos anos tenho assistido a concertos gratuitos ao ar livre e ao fogo-de-artifício ou ficado em casa com os meus amigos. Jantamos, fazemos concursos de karaoke, dançamos, brindamos à meia-noite e vemos filmes e conversamos pela noite fora. Este ano eles foram até ao Alentejo e eu decidi ficar por cá. Vou passar a passagem de ano a casa dos meus potenciais futuros sogros. Prometeram-me polvo e eu não podia recusar! 

E passagem de ano não pode vir sem as passas, os desejos e as resoluções. Todos os anos faço uma lista de coisas que gostaria de fazer, mudar ou melhorar no ano seguinte mas, agora que penso nisto, acho que nunca peguei nessa lista, um ano mais tarde, para verificar o que dela tinha cumprido! Deste ano não passa. 

Daqui a uns onze meses e meio, ou à medida que for cumprindo alguns pontos, venho aqui actualizar a lista.

Ora, as minhas resoluções e desejos para o ano 2012, e não necessariamente por esta ordem, são:
  • Voltar a correr de forma regular
  • Pegar nas telas e voltar a pintar
  • Aprovar às cadeiras que tenho em atraso (são quatro, já só faltam 2!)
  • Passar mais tempo com o meu irmão e os meus amigos
  • Diminuir (mais) a minha pegada ecológica
  • Poupar (mais)
  • Conhecer Aveiro, Porto, Sevilha e Madrid
  • Ir, com mais regularidade, ao teatro
  • (re)criar um blog sobre as minhas leituras
  • Organizar um clube de leitura com encontros mensais

Decidi não criar uma longa lista para evitar frustrações pelo final do ano. Algumas destas resoluções vão dar um pouco de trabalho mas, se tudo correr bem, a satisfação, após concluir cada uma, vai compensar todo esse esforço. As outras referem-se a pequenas mudanças que já queria ter realizado há mais tempo e que não queria mesmo que continuassem em stand-by.




Também têm o hábito de criar resoluções para o ano novo? Temos alguma em comum? 
Gostava muito de conhecer as vossas!

29 de dezembro de 2011

You won't miss these #2

Hoje, em vez de posts em concreto, venho partilhar convosco três blogs inteiramente dedicados a um tema que me diz muito: os livros. Espero que, entre vós, haja alguém que goste de ler tanto quanto eu e que aprecie estas sugestões :)


1 - Calico Reaction


Este blog é uma versão melhorada, e ainda em construção, do Calico Reaction no Live Journal, escrito pela Shara desde finais de 2005 e que conta já com mais de 500 críticas literárias. 
Para além de escrever as críticas mais completas que conheço, a Shara não tem papas na língua e quando não gosta daquilo que leu não tem qualquer problema em focar todos os aspectos negativos, com bastante humor.
O sistema de classificação que a Shara criou para as suas leituras é outra coisa que adoro nas críticas dela! Podem conhecê-lo aqui.



2 - Planeta Márcia


O blog é escrito pela Márcia, que tive o prazer de conhecer na Feira do Livro de Lisboa deste ano e desde então sigo, ainda com mais atenção, o seu blog. As minhas compras são bastante influenciadas pelas suas críticas e não me têm deixado nada mal! O primeiro autor que conheci através da Márcia foi Guillaumo Musso com o livro "... E Depois?". Se não o conhecem, podem ler a sinopse e a crítica da Márcia aqui.


3 - BlogTailors



Dos três, é o blog que conheço há menos tempo, apesar de existir desde Setembro de 2007. É escrito por três consultores editoriais, o Nuno Quintas, o Diogo Coelho e o Paulo Ferreira. Este é um blog que trata, acima de tudo, questões ligadas com a edição dos livros. Para além do Balanço Final que criam todos os meses, fazem uma recolha de artigos pelo mundo da Internet que tenho apreciado bastante. Alguns deles são: 3 estratégias para escrever sobre assuntos complicados, O que se pode (ou não) fazer com as aplicações do Kindle e As piores críticas a livros.
Gosto deste blog porque, para além das razões já mencionadas, é a melhor forma de estarmos a par das últimas notícias do mundo dos livros.


Espero que gostem das minhas sugestões!

27 de dezembro de 2011

Tarte de Maçã à Padre Vitor

Pelo Natal consegui convencer a minha mãe a procurar a receita de uma tarte que eu adoro e que há muito tempo não se fazia cá em casa. É uma tarte de maçã deliciosa e que é muito mais fácil de fazer do que eu pensava, por isso vou levar a receita para a minha futura casa e partilho-a, também, convosco.


Ingredientes:
1 lata de leite condensado
4 maçãs grandes
2 ovos
200g bolacha Maria
100g margarina
1 cálice de vinho do Porto

Preparação:
1 - Picar as bolachas na máquina 1-2-3. Aquecer a margarina no microondas até amolecer, juntá-la às bolachas picadas e ao vinho do Porto e fazer uma bola.
2  - Forrar a forma de tarte (25 cm de diâmetro) com essa bola, calcando e aconchegando a massa até que fique em camada igual tanto na base como nos lados.
3 - Descascar 2 maçãs, retirar o caroço e ralá-las na 1-2-3 e misturar com 2 terças partes do leite condensado e os 2 ovos. Deitar a papa obtida na tarte e alisar.
4 - Abrir ao meio as outras 2 maçãs. Retirar o caroço e cortá-las em gomos finos e dispo-las em cima da papa na tarte. Espalhar por cima o restante leite condensado.
5 - Cozer em forno quente, cerca de 30 minutos, até que as maçãs estejam louras mas sem queimar. Depois de cozida, retirar, deixar arrefecer e desenformar, se for o caso.


Bom Apetite!


Receita adaptada da Tele Culinária e Doçaria, 5º volume, Chefe António Silva.


The Help


São demasiado pretas para partilhar uma casa-de-banho mas suficientemente brancas para cuidar dos filhos?!


A história passa-se nos anos 60, em pleno Mississippi, onde a cor da pele é a tua sina. Agora são criadas mas, apenas há duas gerações atrás, eram escravas. E, no entanto, as famílias que as discriminam pela cor foram, elas próprias educadas e amadas, por essas mesmas criadas cuja cor agora repudiam.

Skeeter é uma jovem do Mississippi que quando chega à idade adulta não esquece quem a criou, ao contrário do que acontece com as restantes amigas. Ela parte para a faculdade e quando regressa a casa, já licenciada, sonha tornar-se escritora e não esposa como era tão comum então. Procura o primeiro emprego e torna-se responsável pela coluna do jornal que ajuda as leitoras em questões relacionadas com a limpeza da casa. No entanto, ela ambiciona muito mais do que isso e, em segredo absoluto, começa a encontrar-se com a criada de uma amiga que vai contando-lhe alguns episódios cruéis a que é sujeita enquanto criada, enquanto preta. Com esta partilha, Skeeter pretende dar voz às criadas e denunciar a discriminação racial, enquanto escreve o seu livro, um conjunto de testemunhos das criadas do Mississippi.

Este foi um dos melhores filmes que vi este ano. Eu sou, cada vez mais, fã do cinema europeu e muito selectiva no cinema americano mas a este dou cinco estrelas. A história é contada com uma grande sensibilidade e as personagens são muito envolventes. Não creio que o objectivo seja retratar os horrores da escravidão ou da discriminação racial, como algumas pessoas esperavam deste filme mas sim os elos que se criam entre os seres humanos, qualquer que seja a sua cor. É um filme sobre coragem e sobre a amizade. E isso conseguiram-no evidenciar com grande profundidade (recomendo um pacote de lenços!).

Este é um daqueles filmes que compensa, e muito!, o tempo investido (duas horas e meia).
Foi nomeado para os Globos de Ouro de 2012 para Melhor Filme, Melhor Actriz, dois para Melhor Actriz Secundária e Melhor Canção Original.

21 de dezembro de 2011

O dilema das cores e luz.



No final da semana passada, avisaram-me que o soalho escondido por baixo da carpete afinal não estava em tão mau estado como eu pensava. Depois do trabalho todo a escolher o pavimento flutuante, tive de ir espreitar o chão não fosse gostar, poupando-se tempo e dinheiro. Fui lá hoje, não ia muito convencida mas gostei imenso! Ainda saiu melhor do que todos os pavimentos que eu tinha visto na loja. Nunca pensei que em baixo da alcatifa se encontrava um chão tão bonito!

A parte irónica é que, finalmente, vi as cores aplicadas na parede - a casa já levou a primeira demão - e não gostei. Para quem um dia vier a ter o mesmo trabalho que eu estou a ter com uma casa fica já avisada à partida, para não incorrer no mesmo erro que eu: a luz altera muito a cor! (Todos sabemos disso mas...) a luz altera muito mais a cor do que aquilo que possamos imaginar!

Eis o meu problema: pode-se dizer que a casa divide-se em duas partes. Uma parte está muito exposta à luz natural, as janelas quase percorrem um dos lados da casa, sem intervalo, excepto na zona dos pilares. E a outra parte tem pouca luz. A cor base que escolhi para a casa é algo parecido com a casca de ovo mas mais clarinha. O problema é que, na tal parte da casa com pouca luz, a mesma cor ficou muito, muito mais escura. Senti-me dentro do ovo e só queria partir a casca e sair cá para fora! 

Outro problema foi a cor que escolhi para contrastar com a "casca de ovo", chama-se verde jade e de verde pouco tem. Quando entrei num dos quartos senti que estava prestes a amamentar, coisa que não deverá acontecer tão cedo... No quarto de dormir, a cor urze também ficou um pouco mais escura do que era suposto, mais uma vez devido à pouca exposição solar. A primeira solução vai passar por, na parte da casa mais escura, fazer a segunda demão com as mesmas cores mas aclaradas com branco. Quanto ao azul pseudo-verde, ainda não sei bem que faça. Provavelmente, vou pintar a sala toda com a mesma cor e esquecer a parede de contraste. Quanto ao outro quarto que também tem uma parede desta cor... ou aclaro também, ou pinto o quarto todo com esta cor, ou então lá vou eu outra vez à Cin, fazer contas à vida...

Baralhando e concluindo... saiu tudo trocado. 
Estava a contar que a obra demorasse mais tempo por causa do chão e é com as cores que não me entendo...



20 de dezembro de 2011

Condutores à beira de um ataque de nervos

[daqui]


há pessoas que aceleram para o sinal vermelho e se irritam se nós afrouxamos?
há pessoas que nos fazem sinais de luzes se estamos a conduzir à velocidade máxima permitida nesse local?
há pessoas que apitam quando passou um milissegundo desde que o sinal ficou verde?

I just don't get it.

E, sinceramente, só me dá vontade de andar mais devagar.

17 de dezembro de 2011

Compras e Vendas em Segunda Mão

[Geralt]

O meu quarto tem sido, até hoje, a minha casa e ele está, praticamente, a rebentar pelas costuras. 
Tenho livros que já li e sei que não torno a ler. Livros por onde estudei e já não preciso mais. Peças de roupa que pouco vesti. Acessórios ao quilo e sapatos, que só falta mesmo ter a etiqueta, por estrear. Muitas coisas com as quais já não me identifico e que já não faz sentido continuarem comigo. O ideal seria conseguir dar, doar, vender e deitar fora, consoante o estado do artigo e o tipo de artigo, antes da mudança para simplificar a coisa.

Já pensei em vender todas as coisas que se encontrarem em bom estado e ir juntando o dinheiro que conseguir com essas vendas para mais tarde comprar pequenos electrodomésticos, decoração e outras coisas que venham a ser úteis na nova casa.

Já venderam ou compraram alguma em coisa em 2ª mão? Como fizeram? No blog, em sites específicos ou lojas?

Toda a vossa ajuda é muito bem vinda!

16 de dezembro de 2011

Poupada ou Sovina?

[Furniture and Design]
Hoje li neste artigo que os portugueses pretendem gastar 530€ nas compras de Natal, enquanto os alemães esperam gastar 449€ e os holandeses 264€.

Eu já tenho as minhas compras feitas e custa-me a crer que chegue a metade do comum holandês...

Estes números fazem-me sentir uma grande sovina.
Ou então uma mulher inteligente e prevenida. Assim, gosto mais.

13 de dezembro de 2011

You won't miss these #1

Todos os dias exploro a blogosfera e vou adicionando blogues, ou sites, na ferramenta Google Reader. Já pensei colocar, como acontece em muitos blogues, na barra lateral os links dos sites, blogues ou artigos que vou encontrando e que quero partilhar convosco, mas isso significaria uma lista demasiado extensa. Decidi, em vez disso, ir partilhando aqui os meus achados 5 estrelas.


Hoje, deixo a sugestão de três posts relacionados com beleza e maquilhagem.

1- The Beauty Routine

[from The Beauty Routine]

O post é da Maria, do site/blog The Beauty Routine, intitulado Beauty Gone Bad: como saber se um cosmético está estragado. Neste post, a Maria partilha connosco três dicas para verificar se ainda podemos usar um cosmético quando já passou a sua "validade". Eu achei esta leitura muito interessante, parece que veio responder a todas as minhas dúvidas. O artigo é útil e intemporal.


2 - The Beauty Department

[from The Beauty Department]

O post intitulado Brows 101 é da Amy Nadine, do site The Beauty Department,  Na realidade é um tutorial sobre como definir e preencher sobrancelhas, onde estão descritos, na língua inglesa, os vários passos, acompanhados pela correspondente sucessão de imagens bastante descritivas. 
Penso que já tinha contado que tive, durante muito tempo, uma guerra com as minhas sobrancelhas. Foi com este tutorial que as domei de vez. Para além da razão óbvia, gosto imenso deste tutorial porque a Amy sublinha a importância das sobrancelhas na nossa expressão facial, recomendando moderação no seu desbaste e não a sua quase eliminação, erro que surge muito frequentemente.


3 - The Busy Minimalist

[from The Busy Minimalist]

O post foi escrito pela Rita e intitula-se Minimalist Beauty Care - Weekly Facial Treatment. Eu sou uma fã da Rita desde que conheci o seu site e o seu blogue, The Busy Woman and the Stripy Cat, no qual partilha connosco a descoberta e a sua exploração do mundo minimalista. Neste post, dá-nos uma receita caseira de esfoliante e duas receitas caseiras de máscaras. 
Eu ainda não as experimentei mas faz parte dos meus planos assim que mudar de casa :)
(edit: a Rita informou, gentilmente, que o mesmo post pode ser lido em português aqui)

Espero que gostem das sugestões!

11 de dezembro de 2011

If it makes me happy...

[daqui]
Chocolate quente num dia bem frio...

Na 6ª feira passada, esqueci-me das chaves em casa. Só dei por isso já a caminho de casa e tudo correu tal e qual como Murphy tinha previsto.. no dia em que me esqueço das chaves não estava ninguém em casa até à hora do jantar. Eram 15H, estava um frio de rachar e eu só queria a minha manta de lã.

Fui até ao café mais próximo de casa na esperança de que se comprasse qualquer coisa me deixassem estudar interminavelmente. Descobri que o café servia chocolate quente, o "normal", o preto, o branco, com menta, com avelã, com caramelo, etc etc etc. Escolhi o de avelã.

Veio medianamente espesso e bem quente, tal como eu gosto. Partilhei-o com o Ken e esqueci tudo o resto.


If it makes me happy... it can't be that bad.

9 de dezembro de 2011

Precious Little Things

Angelina Jolie in Examiner   

Há pequenas coisas que me fazem feliz e quando ontem cheguei da minha mini escapadela, já tensa só de pensar que na 6ª feira me esperava muito trabalho, eis que surge mais um pequeno miminho que me deixa assim... simplesmente happy! E tudo isto porque descobri que existe alguém aí desse lado que me vai visitando, por isso obrigada Patrícia por seres a primeira seguidora (e talvez leitora, porque não contei a ninguém que criei o blog) deste meu pequeno mundo.

Só resta perguntar, tens algum blog que eu possa seguir?

Um beijo para ti :)

8 de dezembro de 2011

(Not!) Made in China

Quando a China acordar, o mundo estremecerá ~ Napoleão Bonaparte

Há cerca de um mês fiquei chocada com notícias relativas a armazéns onde guardam os alimentos de origem chinesa, como estas aqui e aqui (recomendo vivamente a todos os estômagos sensíveis e, recentemente, alimentados que passem à frente o vídeo desta última notícia). Desde então, tenho evitado os restaurantes chineses, os quais já frequentava com menor assiduidade porque já tinha ouvido uns zunszuns sobre a falta de higiene e correcto armazenamento dos alimentos, mas nunca nada tão grave como agora salta à vista.

Entretanto, encontrei também o post Are You Listening, Steve Jobs? de uma americana, residente na China, que enquanto se passeava pelas ruas da cidade onde mora encontrou uma loja da Apple... falsa! O caso é tão grave que os próprios empregados acreditam estar a trabalhar para a (verdadeira) Apple!
Ora bem, se se enganam entre eles sem piedade, não imagino até onde poderão chegar connosco...

E alguém se lembra de, há uns quatro ou cinco anos, falar-se sobre a segurança dos brinquedos para as crianças, fabricados na China? Dizem que este ano muitas pessoas têm feito parte das compras de Natal nas lojas chinesas, dado que os preços lá praticados deixam os produtos nacionais ou da Europa, em geral, a um canto. Apesar de não ter filhos, a simples ideia arrepia-me. Bem sei que surge sempre esta "necessidade" de comprar mais qualquer coisinha para a criança mas entre mais uma prenda e a sua saúde, nem preciso dizer mais nada, certo?

Bem recente foi, também, o caso das tintas de cabelo. Uma rapariga após aplicar uma tinta, comprada numa loja de chineses, ficou com parte da cabeça e orelha queimadas, supostamente devido à presença de uma substância tóxica. E parece que a tinta nem foi fabricada na China mas sim em Espanha, como podem ver aqui.


Na realidade, nem deveria ser necessário qualquer um destes exemplos para me fazer despertar. Não é que fosse ingénua mas fechava os olhos. Shame on me.
Tenho amigos que sempre recusaram comprar o que quer que fosse numa destas lojas, bem antes de todo este escândalo pela simples razão de que é uma concorrência injusta e que devemos preferir, sempre, os nossos produtos e as nossas lojas de bairro. Eu, pelo contrário, sempre que não encontrava qualquer coisa que precisasse, fosse peça de roupa, de calçado, papelaria e até telas, ia ao Chinês. Por ser barato e por ser prático. Afinal, eles estão em todo o lado, numa só rua é possível não ter dedos para contar as ditas lojas. 

Mas hoje digo que ia ao Chinês porque decidi que não podia deixar esta resolução para 2012, tinha de a cumprir ainda este ano. Eu, finalmente, disse NÃO aos chineses, quer em versão loja ou restaurante. Faz hoje um mês que não compro no chinês e depois de tudo o que escrevi, depois de ter relembrado alguns pormenores deste comércio injusto (e porcalhão, porque é mesmo esse o termo), pondero não só acerca das lojas chinesas como acerca de qualquer produto feito na China. Mas algo me diz, que isso vai ser outra luta e bem mais difícil de vencer...

5 de dezembro de 2011

The Best Advices: Wool Treatment

Ir viver sozinha está a ter um duplo efeito em mim. Se por um lado, estou feliz por vir a ter, finalmente, um espaço só meu e decorado ao meu gosto, por outro lado sinto-me insegura. Para além de ter pesadelos com ladrões que deambulam pelas escadas do prédio à espera da próxima presa, tenho algumas dúvidas em relação aos meus dotes de dona-de-casa. Sei cozinhar, até um certo ponto, mas a lista de receitas que sei fazer de olhos fechados é limitada... sei pôr roupa na máquina, separando-a consoante a cor mas que faço eu quando chegar a hora de passar uma camisa? É que eu sou perfecionista e enquanto houver uma maldita dobra na dita peça eu não vou sair dali mas deve haver um tempo limite para passar uma camisa, certo? Caso contrário, como vou ter tempo para tratar de todas as outras coisas? É limpar o pó, aspirar, varrer, lavar a loiça e a roupa, arrumar e voltar a desarrumar para cozinhar, é ir às compras para manter o mínimo na dispensa - já me estou a ver com um pacote de leite na dispensa e um iogurte no frigorífico - tratar das contas, e sabe Deus que mais... só espero que não apareçam coisas de homem para fazer... não quero cá (lá) problemas de canalização, de máquinas e sei lá mais o quê!

Serve então este post - prevejo que o primeiro de muitos - para anotar coisas mesmo muito importantes - e provavelmente bem simples - que for encontrando pela net ou que a minha mãe for explicando quanto às lides domésticas e que eu sei que, de outra forma, esqueceria.

Pois bem, hoje é dia de lã. E eu tenho algumas, sou uma pessoa friorenta mas faço questão de me manter com uma tez longe do azul glaciar (será que a Cin tem esta cor?) e mais próxima da cor comum do ser humano, de preferência vivo!
Estas dicas são da Woolmark, e foram descobertas aqui, no blogue de A Melhor Amiga da Barbie.

Eis as ditas:
1 - Seguir as instruções da etiqueta da peça de roupa.
2 - Lavar as peças de lã na máquina num ciclo "delicado" ou de "lã" e do avesso para que a máquina não "devore" a camisola.
3 - Nunca misturar as peças de cores claras com peças de cores escuras.
4 - Para lavar peças de lã, usar detergente neutro e suave, aprovado pela Woolmark (logótipo na embalagem). Usar uma pequena quantidade de amaciador para evitar a formação do borboto. Então esse é o truque...e eu que já tinha comprado uma máquina para tirar borboto no chinês..
5 - Secar as peças de lã sobre uma toalha de cor clara e numa superfície plana, para não deformarem.
6 - Nada de cabides. Isso faria com que, com o próprio peso da peça, o tecido desse de si e perdesse a sua forma.

Ups... vou já ali tirar todas as minhas malhas e lãs dos cabides!






3 de dezembro de 2011

Beautiful LivingRooms

Antes de partilhar mais imagens de decoração de interiores que me tem inspirado, faço um pequeno update da minha casinha. Em relação às cores para as paredes, acabei por ir à Cin da Av. Brasil, em Lisboa, ver com mais pormenor cada cor - elas diferem do catálogo para o site e eu não quis arriscar -, escolhi uma tonalidade para o quarto mais violeta do que azul, para a sala apesar de ter ficado pela mesma cor mudei de tom porque aquele que tinha em mente era muito mais escuro do que aparecia no catálogo, em relação à cor para contrastar numa das paredes da sala trouxe, para além de um azul que já tinha visto, um verde para testar. O teste das cores deverá ser feito no final da próxima semana pois primeiro estou à espera que ponham o tratamento na parede contra a humidade - muito, muito importante para quem, como eu, sofre de rinite alérgica!
E a grande novidade é o chão! Fui à loja dos pavimentos flutuantes - perto do Dolce Vita Tejo - e passada hora e meia lá me decidi. Escolhi um pavimento de carvalho acinzentado da Egger, um dos produtos mais recentes da marca. Agora aguardo ansiosamente o teste de cor e comecei, ontem, a fazer a lista de utensílios que vou precisar na cozinha!

Pela internet, encontrei mais estas imagens de diversas salas que acho encantadoras e que vão servir de inspiração para a decoração da minha.

Apaixonados por Decoração

Apaixonados por Decoração

Apaixonados por Decoração

KatjaR em The Busy Woman and the Stripy Cat

São todas lindas, não acham??

27 de novembro de 2011

A Big Question Mark

Isto de escolher cores para as paredes da casa tem os seus quês... No primeiro dia, lembro-me de andar toda entusiasmada com o folheto da Cin a enumerar todas as cores com os nomes mais originais de que já tinha ouvido falar. Hoje, no dia da decisão final, já sinto umas borboletas no estômago. Para além de gostar das cores hoje, dá jeito gostar delas também nas próximas décadas ou até ter dinheiro no bolso para voltar a pintar a casa. As ditas cujas têm de ficar bem com o tecto - que varia ao longo da casa! - e com o pavimento que ainda está, também, por decidir. E mais, têm de ser cores com as quais consiga conciliar o tipo de mobília que gosto e isto tudo sem esquecer pormenores como a luz de cada divisão. Resumindo, dá bem mais trabalho do que pensava! O meu namorado já pede há uns dias para eu chamar a equipa do Querido, mudei a casa! mas eu sou teimosa e quero fazer isto all by myself.

Adiante, se não voltar a mudar de ideias, os corredores ficam de baunilha, dois quartos e três paredes da sala de marfim, a quarta parede da sala e outro quarto de azul claro e o quarto de dormir de violeta muito claro....

Mas até ao final do dia faltam onze horas e muita coisa pode mudar...


20 de novembro de 2011

Cores que inspiram

Cheguei da primeira visita à minha futura (e ex) casa após o início de obras e vim de lá com a sensação de que devo ter crescido muito desde que de lá saímos. Tudo me parecia mais pequeno, os quartos, a sala, os corredores e as casas-de-banho. Eu, que já tinha começado a elaborar uma disposição mental dos móveis nas várias divisões, tenho agora várias reduções e simplificações a fazer porque nem pensar ficar com as divisões atabalhoadas... Mas antes disso, as tintas. As casas-de-banho e a cozinha já estão pintadas de branco no terço superior - nos primeiros dois terços de altura estão os azulejos que já os meus pais tinham posto há umas dezenas de anos e que, não sei bem como, sobreviveram! É giro como as modas vão e voltam ou então como há coisas que, em qualquer época, são sempre bonitas porque não mudava nada nos padrões. Depois hei-de tirar umas fotos para pôr aqui.

Quanto às restantes divisões já tinha pensado por lilás/malva no quarto de dormir e um bege claro na sala de estar e de jantar (é única), após ter visto e recolhido algumas imagens de decoração na internet. Mas agora com os guias de cor à minha frente, já não tenho tantas certezas... encontrei cores com nomes muito engraçados como "asfalto", "verde pardo", "dolce vita", "branco nuvem", "urze" e "tiramisú", que me fazem ponderar as decisões tomadas.


Fiquem com algumas das imagens que me inspiraram :)














Até já vêm com decorações de Natal, não são lindas?


5 de novembro de 2011

Frida Kahlo

A pintora Frida Kahlo é uma das minhas preferidas. Conheci-a, mais a fundo, através da actriz Salma Hayek, no papel de Frida, no filme homónimo (2002) de Julie Taymor. Aliás, este tornou-se também num dos meus filmes preferidos e, por muitas vezes que o veja, acho sempre que os actores que interpretaram o papel de Frida (Salma Hayek) e do seu marido Diego Rivera (Alfred Molina) foram excepcionais. A banda sonora também presta um papel muito importante neste filme, tendo ganho um Óscar.

Frida Kahlo nasceu a 6 de Julho de 1907 em Cayoacán, no México, em sua casa, conhecida como La Casa Azul, onde 47 anos mais tarde vem a falecer. Frida é a terceira filha de um casamento pouco feliz e apesar de ter vivido sempre entre mulheres, a ligação com o seu pai era a mais forte. Este sempre apoiou a sua arte e sendo ele também um pintor, tinha a capacidade de reconhecer a qualidade dos auto-retratos construídos pela sua filha. 
Mas Frida nasceu com uma sina, apesar de ser uma grande lutadora, uma comunista convicta que fez parte da revolução mexicana -  nasceu em 1907 mas quis sempre que a reconhecessem como nascida em 1910, ano em que a revolução se iniciou - a doença foi sempre uma constante. Era ainda criança quando desenvolveu poliomielite, mais tarde uma doença ao nível da coluna e, aos 18 anos, sofre um grave acidente. Neste acidente, o pára-choque da camioneta perfurou-lhe as costas, atravessou a pélvis e saiu pela vagina, partiu ainda a coluna, várias costelas, a perna direita em 11 locais diferentes e o pé direito. Seguiram-se vários meses de recuperação e 35 operações, mantendo-se sempre num limbo entre a vida e a morte. Frida nunca conseguiu recuperar a 100% deste acidente e as dores tornaram-se numa constante na sua vida. Se é possível retirar algo de bom de toda esta tragédia, será a pintura. Os meses que foi obrigada a permanecer na cama, permitiram-lhe dedicar-se a tempo inteiro à pintura. A maior parte dos seus trabalhos foram auto-retratos, ela explicava "I paint myself because I am so often alone and because I am the subject I know best."

A sua pintura tem influências mexicanas e indígenas, ela usava sempre cores vivas e o macaco era um animal muito frequente nas suas obras, representando um ser protector e carinhoso. Alguns referem que Frida foi uma das pintoras que provocou o surgimento da corrente surrealista, nomeadamente André Berton que a descreveu como sendo uma "ribbon around a bomb".

Mas, durante muito tempo, Frida era apenas conhecida como sendo mulher de Diego Rivera, também pintor mexicano. Frida era sua fã e procurava-o, inicialmente, apenas para obter a sua crítica e ensinamentos. Apesar de conhecer a natureza infiel de Rivera, o coração falou mais alto e acabaram por se casar, em 1929. Esta relação foi sempre conturbada pois ambos eram infiéis com conhecimento mútuo. Rivera tinha apenas ciúmes dos homens com que Frida se envolvia, sendo indiferente às mulheres. Frida também ia aceitando as traições do marido e foi, inclusivé, amiga íntima da sua ex-mulher. Mas o casamento termina, em 1939, quando Frida apanhou o seu marido com a sua irmã. Um ano mais tarde, voltam a casar e Frida desculpa o marido pois sente que também teve culpa no incidente. Frida conhecia estas "recaídas" do seu marido e mesmo assim deu tecto à própria irmã em sua casa, aconselhando-a a ajudar Rivera nas suas pinturas para não ter tanto tempo livre para pensar - esta tinha acabado de se separar do seu marido devido a constantes agressões físicas. A reconciliação foi também conturbada, ambos mantinham os seus relacionamentos fora do casamento (acolheram o amigo mútuo Léon Trotsky - que fora exilado - e sua mulher e Frida teve um caso com ele) e acabaram por viver separados, tendo apenas um pequeno acesso de nível pedonal que unia as portas de suas casas.

Frida faleceu em 1954, sete dias após ter feito 47 anos. Não se sabe exactamente se a morte foi causada por uma overdose, se decorre de uma pneumonia ou de um embolismo pulmonar (sendo esta a causa oficial de morte). Entretanto também tinha desenvolvido gangrena e por isso a perna direita foi-lhe amputada até ao joelho. Frida, dias antes de morrer, escreveu no seu diário "I hope the exit is joyful - and I hope never to return".

Diego Rivera, na sua autobiografia, descreve o dia da morte de Frida como sendo o dia mais trágico da sua vida e, reconheceu, mais tarde, que a parte mais maravilhosa da sua vida tinha sido o seu amor por ela.


No Museu da Cidade, em Lisboa, abriu ontem a exposição "Frida Kahlo - As Suas Fotografias", que estará patente até dia 29 de Janeiro de 2012 no Pavilhão Preto.
Esta exposição consiste numa colecção de fotografias que pertenciam ao acervo pessoal da pintora e que se agrupam em seis núcleos: os pais, a casa azul, o corpo acidentado, os amores, a fotografia e a luta política.

Eu, provavelmente, irei visitar a exposição amanhã. Depois conto-vos o que achei.





5 de outubro de 2011

Are You Lost?

Serve este post para fazer a apresentação do blogue My Cinnamon Heart e da sua escritora!

O blogue My Cinnamon Heart surgiu da vontade que tenho em partilhar parte do meu mundo. Criei este espaço porque adoro a ideia de ter um sítio que me acompanha ao longo dos anos - dou por mim, muitas vezes, a cuscar posts mais antigos de blogs que sigo, para conhecer a história pessoal de cada pessoa.

O blogue retratará os temas que mais me interessam e, portanto, para dar uma ideia do que quero partilhar talvez seja mais fácil falar um pouco sobre mim.

Tenho 27 anos e moro em Lisboa, sou finalista da licenciatura de Bioquímica (e pseudo-finalista de Eng. Civil - curso que não pretendo terminar, pelo menos não num futuro próximo). Depois destes três anos em Bioquímica, sinto-me indecisa sobre que caminho escolher. Talvez um mestrado mais virado para a microbiologia, cosmética ou nutrição

Adoro imensas coisas - preparem-se! - ciência, saúde, natureza, viagens, livros, cinema, decoração, reciclagem, etc.
Coisas mais concretas? A cor rosa, a cor vermelha e a cor branca; sapatos, botas e botins; gelado, chocolate, chá e café; um dia de sol na praia e ouvir a chuva enquanto leio e adormeço; acampar, que descobri este Verão; a série 'Sexo e a Cidade' e as dúvidas existenciais da Carrie; conhecer pessoas e lugares; passear de bicicleta; e, claro, a canela!
Eu amo canela. Faz parte das coisas que trago na mala, isto porque a canela fica bem quando polvilhada em: pastéis de nata, iogurtes, gelados, chocolate quente, café, leite e biscoitos!









2 de outubro de 2011

Estas (mal)ditas Sobrancelhas..

Desde os meus 14 anos, debato-me com as minhas sobrancelhas. Pesquisei, fervorosamente, muitas fotografias de modelos nas revistas e, desde então, tento descobrir como deixá-las bonitas.

Eis que encontro um site que - maravilha das maravilhas - explica tudinho, com fotos que ilustram todos os passos a seguir!

The Beauty Department

Tools: Spooly brush or disposable mascara wand, cuticle scissors, angled/slant tweezers, pointed tweezers, brow shadow, stiff brow shadow brush, pencil.

1. With a disposable mascara wand or spooly brush, brush the hairs upward to prepare for Step 2.
2. With a pair of scissors, trim any hairs that are longer than your brow shape.
3. With angled tweezers, pluck areas above and below the brows, grabbing a couple at a time.
4. With pointed tweezers, grab stubborn single hairs and shorter ones.
5. To determine where your brow should start, hold a pencil or make-up brush along one side of your nose.  Where it crosses the inner corner of your brow, that’s where it should begin.
6. Now angle the pencil across the iris; that’s where the arch should begin.
7. Angle it to the end of the outer corner of the eye; that’s where the brow should end.
8. With those angles and lengths in mind, fill in the brows using light, feathery strokes as if you were drawing individual hairs.

E eis o meu resultado!:


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