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O que é realmente necessário para se ser feliz?

[daqui]

Lembram-se daquele fim-de-semana de loucura total protagonizado pelos supermercados Pingo Doce? Apesar de não ter aproveitado as promoções, segui o acontecimento e vi o programa Prós e Contras dedicado ao boom das promoções no nosso país. Convidaram inclusive a Catarina, do blog Tralhas Grátis, para falar um pouco deste fenómeno que tem também muitos seguidores na blogosfera.

Também eu costumo estar atenta às promoções, leio com atenção os folhetos dos vários supermercados e uso o cartão continente sempre que os vales de desconto de 5€ chegam a casa. Mas ponho-me a pensar em todo este fenómeno e questiono-me se as pessoas aproveitam somente os descontos dos produtos que habitualmente usam ou se acabam por ficar obcecadas pelos descontos e compram para além daquilo que realmente precisam.

Nesse programa, ao representante dos supermercados Pingo Doce perguntaram por que razão achava que aquela iniciativa tinha tido tanto sucesso, tendo respondido que as pessoas achavam divertido e empolgante poderem fazer as suas compras, encherem os seus carrinhos, gastando apenas metade do total das compras. Os clientes sentiam que tinham sido espertos, que tinham aproveitado uma oportunidade única.

Em férias é mais fácil aperceber-me como muitos de nós criamos, no dia-a-dia, uma ligação entre bens materiais e felicidade. Mas é também nas férias que me custa mais perceber porque fazemos tal coisa. Nas férias tenho poucas coisas à minha volta, gasto pouco dinheiro e, no entanto, sinto-me feliz. O dinheiro que gasto resume-se à gasolina para ir até à praia e a compras de produtos básicos no supermercado (pão, carne, peixe, salada, leite, iogurte, cereais, queijo, fiambre, arroz e sumo). O lazer é preenchido por actividades que são gratuitas. Vou até à praia, passeio a pé, vejo filmes (trouxe os dvds de casa), jogo às cartas, leio, faço palavras cruzadas, namoro e estou com os meus amigos. Quanto à casa, como é pequena e como tenho cá pouca roupa não gasto assim muito tempo com as actividades domésticas. De manhã como cereais com leite, ao almoço faço um prato de carne ou peixe e à noite faço sempre uma salada. Para o lanche preparo umas sandes e levo iogurtes líquidos para a praia. Não tenho máquina de loiça, mas também não se suja muita. As camas ficam por fazer, sempre ouvi dizer que devem ser arejadas e apanhar muito sol…

Apesar de estar de férias e não precisar de me preocupar com horários e não por sequer despertador, os meus dias são bastante simples e surgiu uma rotina natural, acordo sempre cedo com a luz a entrar no quarto e deito-me cedo (22H30/23H) mas não sinto qualquer monotonia. No fim-de-semana passado, logo a seguir ao jantar o meu namorado sugeriu irmos até à cidade mais próxima passear um pouco. Encontrámos um bar com música ao vivo e com esplanada perto de uma feira de artesanato. Visitámos a feira, falámos com as pessoas, depois fomos até à esplanada e ouvimos e cantámos com a banda de covers enquanto eu bebia um café com natas, um pequeno capricho (1,50€), que me soube mesmo bem. Nada disto tinha sido planeado, muitas vezes as oportunidades surgem e acho que nos resta saber aproveitá-las bem e sermos felizes a vivê-las com as pessoas que nos rodeiam e que nos são especiais.

As minhas férias da Páscoa

Nas férias da Páscoa, eu e o Luís decidimos aproveitar uma caixa da smartbox de duas noites que nos tinham oferecido. Fomos até à Quinta dos Machados, em Mafra. Não tivemos muita sorte com esta escolha porque um troço da nacional que dá acesso à Quinta dos Machados estava fechado e o atalho era assustadoramente perigoso. Curvas e contra curvas sem qualquer aviso, sem reflectores, sem bermas, enfim... Para além disso, o Convento de Mafra parecia estar numas valentes obras e isso reflectia-se nos cafés e restaurantes mais próximos. A alternativa mais fácil para o jantar foi mesmo a Telepizza, que até acabou por nos surpreender! Nem imaginam a diferença na qualidade da massa das pizzas, quando comparadas com as que conhecemos cá de Lisboa! Explicaram-nos que ali fazem tudo de raiz enquanto em Telepizzas de outras cidades usam "massa de evento" (pelo que percebi, esta já está pré-feita...).

Os três dias que estivemos fora deram para descansar e para voltarmos restabelecidos para o resto da semana que nos esperava. Por vezes, quando tenho muito trabalho por fazer, custa-me imenso retirar um tempo só para mim porque sinto que o meu dever é estar a trabalhar e que depois posso não ter tempo suficiente para terminar tudo ou para fazer as coisas bem feitas. Já tinha falado com o psicólogo da faculdade sobre esta questão. Ele fez-me ver que mais vale fazer uma pausa e por tudo de lado para depois termos mais energia e disposição para trabalhar, que esses dias compensam sempre. Segui o conselho e lá fui. A verdade é que nos dias seguintes trabalhei cerca de 12 a 14 horas por dia mas esse esforço valeu a pena. Depois, no sábado, fiz mais uma pausa e aproveitámos um voucher que eu tinha comprado pela internet já no ano passado. Fomos dar uma volta de coche por Belém. Nós adorámos a experiência e, de certeza, havemos de repetir. A empresa é a Qtour e foram super supersimpáticos. Parece que tinha pago pelo voucher muito mais do que pagaria no local e ofereceram-nos um passeio para 2, para usufruirmos mais tarde ou para oferecermos a alguém! (a reter!: na compra de vouchers pela internet, visitem sempre o site da empresa para verificarem os preços que praticam. Neste caso tivemos muita sorte e o próprio dono, que se encontrava no local, fez questão de nos compensar mas acho que isso nem é obrigação dele...).

Ah! A apresentação correu muito bem :)