29 de agosto de 2012

O que é realmente necessário para se ser feliz?

[daqui]

Lembram-se daquele fim-de-semana de loucura total protagonizado pelos supermercados Pingo Doce? Apesar de não ter aproveitado as promoções, segui o acontecimento e vi o programa Prós e Contras dedicado ao boom das promoções no nosso país. Convidaram inclusive a Catarina, do blog Tralhas Grátis, para falar um pouco deste fenómeno que tem também muitos seguidores na blogosfera.

Também eu costumo estar atenta às promoções, leio com atenção os folhetos dos vários supermercados e uso o cartão continente sempre que os vales de desconto de 5€ chegam a casa. Mas ponho-me a pensar em todo este fenómeno e questiono-me se as pessoas aproveitam somente os descontos dos produtos que habitualmente usam ou se acabam por ficar obcecadas pelos descontos e compram para além daquilo que realmente precisam.

Nesse programa, ao representante dos supermercados Pingo Doce perguntaram por que razão achava que aquela iniciativa tinha tido tanto sucesso, tendo respondido que as pessoas achavam divertido e empolgante poderem fazer as suas compras, encherem os seus carrinhos, gastando apenas metade do total das compras. Os clientes sentiam que tinham sido espertos, que tinham aproveitado uma oportunidade única.

Em férias é mais fácil aperceber-me como muitos de nós criamos, no dia-a-dia, uma ligação entre bens materiais e felicidade. Mas é também nas férias que me custa mais perceber porque fazemos tal coisa. Nas férias tenho poucas coisas à minha volta, gasto pouco dinheiro e, no entanto, sinto-me feliz. O dinheiro que gasto resume-se à gasolina para ir até à praia e a compras de produtos básicos no supermercado (pão, carne, peixe, salada, leite, iogurte, cereais, queijo, fiambre, arroz e sumo). O lazer é preenchido por actividades que são gratuitas. Vou até à praia, passeio a pé, vejo filmes (trouxe os dvds de casa), jogo às cartas, leio, faço palavras cruzadas, namoro e estou com os meus amigos. Quanto à casa, como é pequena e como tenho cá pouca roupa não gasto assim muito tempo com as actividades domésticas. De manhã como cereais com leite, ao almoço faço um prato de carne ou peixe e à noite faço sempre uma salada. Para o lanche preparo umas sandes e levo iogurtes líquidos para a praia. Não tenho máquina de loiça, mas também não se suja muita. As camas ficam por fazer, sempre ouvi dizer que devem ser arejadas e apanhar muito sol…

Apesar de estar de férias e não precisar de me preocupar com horários e não por sequer despertador, os meus dias são bastante simples e surgiu uma rotina natural, acordo sempre cedo com a luz a entrar no quarto e deito-me cedo (22H30/23H) mas não sinto qualquer monotonia. No fim-de-semana passado, logo a seguir ao jantar o meu namorado sugeriu irmos até à cidade mais próxima passear um pouco. Encontrámos um bar com música ao vivo e com esplanada perto de uma feira de artesanato. Visitámos a feira, falámos com as pessoas, depois fomos até à esplanada e ouvimos e cantámos com a banda de covers enquanto eu bebia um café com natas, um pequeno capricho (1,50€), que me soube mesmo bem. Nada disto tinha sido planeado, muitas vezes as oportunidades surgem e acho que nos resta saber aproveitá-las bem e sermos felizes a vivê-las com as pessoas que nos rodeiam e que nos são especiais.

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