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Princípio One Goal

Comecei a reler Leo Babauta em “The Power of Less”, livro organizado em duas partes, Os Princípios e Na Prática, num total de dezoito capítulos.




No primeiro capítulo deste livro, Porque Pouco é tão Poderoso?, é feita uma chamada de atenção para todas as coisas que invadem a nossa vida no dia-a-dia, como a caixa de e-mail cheia, as centenas de mensagens por ler, as toneladas de papel, as tarefas por fazer, as notícias cada vez mais dramáticas sobre a situação do país, o telefone sempre a tocar, os  artigos que queremos ler, os filmes ou séries que gostaríamos ver, as horas passadas no facebook, enfim, somos constantemente assaltados por imensa informação, imenso ruído... Fica muito fácil desconcentrarmo-nos perante tanta coisa! Quantas vezes não nos apetece fugir para uma ilha deserta perante tantos objectivos ou deveres que temos a cumprir?



Como não podemos apenas desaparecer quando nos dá vontade, o truque será simplificar o dia-a-dia.
Se conseguirmos filtrar toda essa informação, diminuir o número de coisas que nos rodeia, relaxar em vez de ceder ao stress, tudo será mais fácil. Se conseguirmos identificar os objectivos mais importantes e nos focarmos mais nesses em vez daqueles que consomem algum tempo mas que dão pouco retorno, a meta torna-se alcançável.


O maior desafio para mim será praticar o Princípio “One Goal”. A minha cabeça atenção é como um catavento. Sou uma pessoa muito curiosa e, apesar disso ser uma vantagem na ciência, no dia-a-dia traz alguns problemas. Gosto de imensos assuntos diferentes e acabo por não conseguir dedicar-me a nenhum em específico...

No Princípio One Goal, tal como o nome indica, o objectivo é haver uma dedicação completa a um objectivo e passar ao seguinte apenas quando o primeiro está cumprido.


Por exemplo, alguns dos objectivos de Leo Babauta eram:


  • Deixar de Fumar
  • Tornar-se organizado/produtivo
  • Pagar todos os empréstimos realizados
  • Perder mais de 20 quilos.
  • Correr dois triatlos
  • Criar um fundo de emergência
  • Criar um blogue de sucesso
  • Despedir-se do seu trabalho e trabalhar em casa.


Nenhum destes objectivos é fácil ou alcançável em semanas ou, em alguns casos, meses. Mas todos eles foram atingidos por Leo quando se dedicou a cada um em particular. E, apesar de até hoje não ter conseguido dedicar-me a um objectivo apenas, compreendo perfeitamente que é preciso concentrar toda a nossa energia num objectivo destes para alcançá-lo com sucesso.


Leo refere ainda que uma das perguntas que mais lhe fazem é: "Como consegue fazer tanta coisa uma vez que tem apenas as horas que todos nós temos por dia?".

Leo responde: O segredo é definir limites e focar-se no essencial.

Olá! Eu sou a Sara e ...

Depois de escrever ontem sobre incorporar o conceito de simplificar como estilo de vida, fui procurar alguns significados relacionados com a palavra simples. Encontrei isto:

Simplificar: Tornar mais fácil de compreender, de fazer ou de viver; tornar mais simples.
Simplificação: acção ou resultado de simplificar; acto ou efeito de tornar menos complexo ou menos complicado.
Simplista: Que simplifica. Pessoa que tende a tomar as coisas pelo seu lado mais simples.


Poderá parecer um paradoxo mas sei que algumas coisas vão ser muito complicadas de simplificar. Simplificar uma divisão poderá ser fácil ou pelo menos fácil de perceber como lá chegar. Todos nós sabemos o que é uma divisão organizada, conseguimos fechar os olhos e imaginá-la, sabemos o que temos de fazer para tornar um quarto desorganizado num espaço mais limpo, mais simples.

O meu verdadeiro desafio vai ser simplificar o meu pensamento.

Nunca vos contei aquilo que se segue, aliás, ao longo da minha vida, partilhei-o com pouca gente...

Eu “sofro” de uma perturbação de ansiedade conhecida como distúrbio de pânico. Tudo começou quando tinha 13 anos e foi complicando-se até à situação em que me encontro agora: não saio sozinha de casa para “longe” e, para mim, “longe” significa dar uma volta ao quarteirão. Quando era mais nova pensei que estava a ficar louca, não percebia o que me estava a acontecer e pensei que se contasse a “verdade” iriam internar-me num hospício. Tentava então esconder tudo o que sentia e fui alimentando um terror de ser “descoberta”. O meu maior medo era ficar sem a minha família, sem os meus amigos e não poder estudar mais.

Olhando para trás sei que o melhor que podia ter-me acontecido era precisamente ser “descoberta”. Assim talvez me explicassem o que estava a acontecer comigo e que a solução para o meu problema não era nada de tão extremista como eu temia. Para além disso, talvez se tivesse tido um apoio adequado desde cedo talvez o problema não se tivesse complicado tanto.
À medida que fui deixando de conseguir fazer coisas, fui perdendo a confiança em mim mesma. Por sua vez, essa perda de confiança fez-me recuar ainda mais e este ciclo foi sendo auto-alimentado. 

Mas, mesmo assim, ao longo do tempo, já estive melhor (e nem quero pensar nos momentos em que já estive pior). Estive melhor quando fiz um esforço para ir saindo sozinha de casa, quando praticava desporto de forma regular (yoga e karate), quando me alimentava melhor e quando me focava nas coisas positivas. Entretanto já percebi que tomar esses bons momentos como certos e “relaxar” em algumas coisas é um dos maiores erros que posso cometer.
Partilhado tudo isto (e que peso que me saiu de cima!) talvez vos faça mais sentido quando digo que tenho como objectivo tornar-me positiva e acreditar em mim, em paralelo com simplificar a vida.


Sei que só assim vou conseguir! (e para perceberem a complicação em que isto se tornou na minha mente, neste preciso momento estou com medo que me achem maluca e que fujam daqui. Mas eu quero muito que desta vez seja diferente e, apesar dos meus medos, decidi arriscar e partilhar aquilo que sinto. Para vocês e para todos os que me conhecem pessoalmente e que entretanto me descubram aqui quando a entrevista for publicada no JN... Já nem consigo contar pelos dedos das mãos as vezes que puxei a gola da minha camisola para me esconder literalmente).

Re-Definição do Blogue

Quando criei o blogue não pensei num tema específico, queria apenas falar daquilo que me apetecesse sem um rumo pré-definido. Aos poucos fui encontrando o meu caminho e o blogue foi ficando mais focado num só tema. 
 
Nestes últimos meses este blogue tem sido praticamente um diário da arrumação do meu quarto. Ao longo deste percurso consegui livrar-me de dezenas de quilos de papel, doei alguma roupa nos contentores da Humana, doei brinquedos para crianças, livrei-me de muita tralha que não tinha mais utilidade e vendi outras coisas que já não precisava.

No início deste percurso falava de destralhar, por vezes em minimizar, sem me preocupar muito com os termos que aplicava. Entretanto, dei uma entrevista à revista Notícias Magazine (quando sair aviso-vos!) que me fez pensar nos termos correctos. Li alguns artigos sobre ser minimalista, ser frugal e não me identifiquei, por completo, com nenhum destes conceitos. Percebi que estava, de novo, a complicar, queria encontrar uma definição intelectual para o verbo simplificar quando era apenas isso que estava a fazer, a simplificar.

[daqui]

Comecei pelo quarto mas quero muito mais que isso, quero tornar o conceito simplificar como estilo de vida. Daí o subtítulo que, entretanto, criei para o blogue, “A praticar uma vida simples e feliz!”.

Em paralelo com esse objectivo, simplificar a vida, quero tornar-me optimista, positiva, focar-me nas coisas boas da vida, nas conquistas e acreditar em mim.




Espero que continuem por aqui!