2 de abril de 2013

(Mais uma) História de um Peso Iô-Iô

Há uns dias atrás, uma leitora pediu-me para contar como foi o meu percurso de dietas ao longo do tempo, como ganhei e perdi peso. Acho que a maior parte de nós, em algum momento da vida, já esteve infeliz com o seu peso… A minha história é, provavelmente, igual a tantas outras mas se eu conseguir ajudar uma só pessoa, já valerá a pena tê-la partilhado convosco!

Então, aqui vai…


Até aos meus 19 anos, sempre tive um peso normal para a idade e altura mas sentia-me gorda junto das minhas amigas. Elas estavam em forma e eu não. Sempre tive uma tendência para acumular os excessos na zona da barriga e isso era, sem dúvida, aquilo que mais me incomodava no meu corpo. Nunca gostei de correr nem de jogar futebol, as atividades mais frequentes nas aulas de educação física.

Olhando para trás, sei que parecia ser uma pessoa bastante confiante mas isso não reflectia de todo a forma como eu me sentia. Pequenas brincadeiras inocentes de amigas ou piadas de namorados iam fazendo alguma mossa. Lembro-me de expressões e frases completas, ditas há mais de 10 anos, como se as tivesse ouvido hoje.

Entretanto, por volta dos 20 anos terminei uma relação que me fez bastante mal. Saí dela deprimida, com uma auto-estima horrível e com mais medos que sempre. Durante algum tempo achei que tinha sido a pior experiência da minha vida…
Por conselho de alguns amigos e da minha então psicóloga, inscrevi-me na yoga. Sempre gostei de fazer ginástica e sempre tive muita elasticidade. Adorei a experiência e, além disso, trouxe-me uma paz que nunca tinha tido, o que me permitiu conhecer-me melhor.
No início da prática, era tão ansiosa que nem conseguia fazer os últimos 15 minutos de relaxamento mas, aos poucos, a mente foi cedendo e depois bastava entrar na sala de yoga para entrar, automaticamente, num modo zen.

A prática de yoga levou-me a outra fase da minha vida. Quando era miúda, era fascinada pelas artes marciais e pela escrita japonesa e chinesa. E, ao conhecer-me melhor e ao redescobrir as coisas que gostaria de fazer, inscrevi-me no karaté. Comprei o kimono com a certeza de que iria adorar as aulas. Dei tudo por tudo desde a primeira aula e, passados três meses tinha o corpo com que sempre tinha sonhado, apesar disso nunca ter sido uma das razões para me inscrever. Treinava três vezes por semana, cerca de 1h30 e durante os restantes dias, praticava em casa as katas. Perdi mais uns 8 quilos (já tinha perdido algum peso antes com a prática da yoga), passei a vestir calças número 34 e 36, estava em forma, sem músculos em excesso, mas com tudo no lugar. Esse resultado extra soube-me mesmo muito bem. Ganhei um novo ânimo e adorava ir às compras, parecia que a roupa tinha sido toda feita à minha medida!

Passados uns seis meses, comecei a namorar com um rapaz que conheci nos treinos. Não tinha conseguido confiar em mais ninguém até então e com ele passei momentos muito felizes da minha vida. Tinha perdido as minhas duas avós há pouco tempo e, como que para balançar esses momentos mais tristes, recebi uma força muito positiva na minha vida. Estivemos juntos ainda algum tempo mas, infelizmente, não soube respeitar o espaço que ele precisava ou talvez as nossas personalidades não fossem compatíveis... A separação foi bastante dolorosa para mim e foi na comida que encontrei o meu único consolo. Nos três meses seguintes comi de uma forma desenfreada e ganhei 20 quilos. Tinha consciência (será?) do mal que estava a fazer ao meu corpo mas preferia acalmar a minha dor. Para além disso, desisti do karaté e deixei praticar yoga.
Passaram alguns anos até ao dia de hoje. Desde então já perdi uns 12 quilos. Foram perdidos de uma forma gradual com alguma reeducação alimentar e aulas de aeróbica/step. Agora tenho oscilado um pouco entre os 62-65 quilos mas, de qualquer forma, o objectivo nunca será regressar aos 50 kg. Sentia-me bem mas não é um peso saudável, tendo em conta a minha altura (1,69 cm).

Neste momento, já não penso tanto no peso como uma referência, prefiro antes concentrar-me em ficar em forma e manter-me saudável. Essa é a minha motivação mas cada um deverá estabelecer os seus objetivos pessoais, o mais importante é que sejam, de facto, bastante motivantes para que funcionem como um poço de força e energia positiva, para que a motivação não esmoreça.

1 comentário:

  1. Obrigada por teres escrito um pouco mais sobre as fases por que passaste:) Revi-me bastante porque também tenho dificuldade em lidar com a ansiedade e isso também se reflecte no meu peso. E com tão bons resultados fiquei com mais vontade de experimentar o yoga!Beijinhos

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