18 de janeiro de 2012

Se "destralhar" existe, foi isso que comecei a fazer!

Como sabem tenho andando a ler o livro The Power of Less para ajudar a minha mãe na tradução. Ainda estamos nas primeiras páginas mas já me sinto inspirada. 
Em paralelo, acerca deste tema, tenho lido e relido o blog da Rita e ontem foquei-me num dos últimos artigos, o "5 coisas que pode fazer já para se tornar mais minimalista". 

Eu não sei qual é, exactamente, a definição de minimalismo. Compreendo o conceito mas não sei até que ponto é necessário ir para podermos definir alguém como sendo "minimalista" mas, de qualquer forma, muitas das ideias sugeridas pela Rita estão em concordância com o caminho que eu quero tomar. Passei então à prática.

Ontem comecei por duas das sugestões da lista das 5 coisas (...).


No meu saco azul de reciclagem de papel parece que ontem acumulei, segundo o L., uns sete quilos só das revistas, jornais e outros semelhantes que tinha no meu quarto! Não me livrei completamente delas, guardo sempre as receitas, os artigos sobre viagens (é sempre bom sonhar!) e dicas interessantes num dossier. Hoje vai direito para a reciclagem e retomo a tarefa.



E ainda sobrou tempo para mais! Juntei 2 sacos de roupa (minha e do L.) para dar (à direita na foto), três sacos de roupa, malas e calçado que já estava tão velhinho que nem para dar serve (a meio na foto) e outros dois sacos com peças de roupa e acessórios praticamente novos que irei tentar vender (os da esquerda). Agora que está feito, até parece que foi fácil mas a verdade é que tenho alguma dificuldade em desapegar-me das minhas coisas. Sempre que pego numa peça de roupa, lembro-me dos tempos em que a vestia, das memórias mais felizes que tive com elas vestidas. Ainda penso se não posso aproveita-la para qualquer função mesmo quando o tecido já está muito gasto, isto apenas para ter uma desculpa para não a deitar fora. 

Como sei que é uma tarefa difícil para mim, prefiro fazê-la com alguém ao meu lado. Ao ouvir uma opinião objectiva, acabo por ceder e interiorizar que não posso acumular tudo aquilo que tenho. Às vezes, lembro-me de imagens de casas completamente sobre-lotadas de tralha, de todo o tipo possível e imaginável, que se vêem em alguns programas americanos e ponho-me a pensar se será assim comigo... Será que à medida que for tendo mais espaço para mim, guardarei cada vez mais coisas pelas memórias que delas decorrem? I hope not.


Será que todas nós nos revemos nisto?:

"Há uma regra que diz que usamos 20% da nossa roupa 80% do tempo. Assim, tem de certeza muitas peças no roupeiro que já não usa, ou porque não serve ou porque não gosta. Se assim é, essas peças são tralha para si (...)"

3 comentários:

  1. a limpeza do armário e dos vários papeis espalhados, faço com frequência... mas também me custa desfazer-me de algumas coisas.

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  2. Eu ainda guardo os bilhetes sempre que vou ao cinema, ao teatro, a exposições e concertos :) Desses é que não consigo mesmo desfazer-me. A diferença já se nota no quarto, a mesa de trabalho estava cheia e hoje consegui limpá-la por completo, passar com pano e detergente e ficou a brilhar :) agora é só fazer um esforço para não voltar ao mesmo enquanto estudo para os últimos exames... :)

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  3. Os bilhetes de cinema, teatro... etc... podes coloca-los num album de fotografias daqueles grandes A4 (assim sempre fazem mais sentido). Em alternativa podes digitaliza-los, guardar num cd e ganhar espaço para sempre... lol (está na minha lista de projectos para quando houver tempo e quiser mais espaço....lol). Ninae.

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